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Com cerca de 1,5 metros de comprimento, até 11 quilos de peso e escamas de um azul vibrante, este réptil impressionante só foi oficialmente reconhecido como espécie em 2004, distinguindo-se das restantes iguanas das Caraíbas. Durante séculos, a perda de habitat, a caça e a introdução de predadores como cães e gatos selvagens colocaram a espécie em risco crítico, explica a CNN que anuncia o avanço na biosfera.
Graças ao trabalho do Programa de Recuperação da Iguana Azul, liderado pelo conservacionista Frederic Burton, mais de 1.200 indivíduos foram reintroduzidos na natureza, principalmente em zonas protegidas. Este esforço levou a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) a reclassificar a espécie de “criticamente em perigo” para “em perigo” em 2012.
As iguanas azuis são animais solitários, de vida longa, podendo viver entre 25 e 40 anos, têm comportamentos surpreendentemente complexos. Tanto machos como fêmeas têm vários parceiros ao longo da vida. Após o acasalamento, as fêmeas tornam-se territoriais e chegam a expulsar os machos. Uma das suas características mais notáveis é a capacidade de mudar de cor, ficando com um azul ainda mais intenso durante a época de reprodução, principalmente os machos. Esta mudança serve para sinalização, como atrair parceiros ou afastar ameaças. São também herbívoras muito seletivas: testam folhas, frutos e flores com rápidas lambidelas da língua, que lhes permite detetar substâncias químicas, feromonas e informações ambientais.
A recuperação desta espécie deve-se sobretudo à reprodução em cativeiro. Os conservacionistas recolhem ovos de ninhos selvagens, incubam-nos e criam as crias em ambiente controlado durante dois a três anos antes da sua libertação. Após isso, o trabalho não termina, é fundamental continuar a controlar predadores, proteger o habitat e fazer o acompanhamento no terreno. No entanto, o futuro da espécie ainda enfrenta riscos, especialmente devido aos gatos selvagens. Burton destaca que será essencial encontrar uma solução para este problema para garantir a viabilidade das populações no estado selvagem.
Apesar de não ter raízes profundas na mitologia local, a recuperação dramática da iguana azul tornou-se um símbolo do compromisso ambiental de Grande Caimão. Segundo Burton, o envolvimento emocional do público foi decisivo para o sucesso do projeto, hoje, os “dragões azuis” são parte integrante da identidade da ilha.
