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O rasto de destruição provocado pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta continua a revelar-se em números, mas acima de tudo no dia-a-dia das pessoas que continuam a viver as consequências, nomeadamente a falta de luz, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
Ao todo, 18 pessoas morreram na sequência do mau tempo, que deixou ainda centenas de feridos e desalojados, além de danos extensos em habitações, empresas, infraestruturas e serviços essenciais. Não é, por isso, estranho que hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera tenha anunciado que os primeiros 15 dias de fevereiro fizeram deste o mês mais chuvoso dos últimos 47 anos, com precipitação três a quatro vezes acima da média em grande parte do território, prolongando um período excecionalmente húmido iniciado em novembro.
Enquanto ainda se vão fazendo contas aos estragos, o primeiro-ministro Luís Montenegro reuniu-se em Queluz com o Presidente eleito António José Seguro para cumprimentos formais e para apresentar o PTRR, que será a base da reconstrução e da resposta às consequências do temporal.
Hoje há mais gastos e custos a somar aos que já estavam contabilizados, na região centro, particularmente afetada, acumulam-se os prejuízos. O Politécnico de Leiria estima danos na ordem dos seis milhões de euros nos seus campi, residências e edifícios pedagógicos. A Marinha Grande aponta para perdas superiores a 118 milhões de euros, incluindo mais de 20 milhões em edifícios municipais. Em Pedrógão Grande, os prejuízos já ultrapassam os 10 milhões de euros e parte do concelho continua sem Internet quase um mês depois da tempestade, comprometendo a atividade económica e o quotidiano da população.
Também em Alenquer, no distrito de Lisboa, os estragos ascendem a 14 milhões de euros, afetando sobretudo estradas, muros, coberturas de edifícios municipais e redes de água e saneamento. Uma escola do primeiro ciclo teve de encerrar preventivamente devido a um deslizamento de terras.
Um dos episódios mais críticos ocorreu na Autoestrada 1 (A1), junto a Coimbra, após o rebentamento do dique de Casais, no rio Mondego, que provocou o abatimento da plataforma ao quilómetro 191. A circulação foi restabelecida de forma condicionada entre Coimbra Norte e Coimbra Sul, sem cobrança de portagens nesse sublanço. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, garantiu hoje que a obra estará “100% concluída” até ao final da semana, permitindo a reposição das quatro faixas, após parecer favorável do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e do Instituto da Mobilidade e dos Transportes. O governante classificou a intervenção como um exemplo da capacidade de mobilização para uma “reconstrução hercúlea” do país.
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