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Novo Banco: Costa reitera a “Verdes” que há empréstimo e não uma oferta

Este artigo tem mais de 7 anos

O primeiro-ministro garantiu hoje que o que existe é um empréstimo ao Novo Banco e não uma oferta de dinheiro dos contribuintes àquela instituição bancária, referindo-se ao processo de resolução do antigo BES e recapitalizações seguintes.

António Costa respondia à líder parlamentar de “Os Verdes”, Heloísa Apolónia, durante o debate parlamentar quinzenal com o chefe do Governo.

“Quando um banco nos empresta dinheiro para compra de uma casa, não nos está oferecer uma casa. Está-nos emprestar o dinheiro que vamos pagar com juros. Quando o Estado empresta aos bancos através do Fundo de Resolução para a recapitalização, não está a oferecer dinheiro, está a emprestar para o recuperar também com juros”, disse o primeiro-ministro, sublinhando que “o Fundo de Resolução ainda mantém 25% do capital do banco”.

A deputada ecologista tinha questionado como é que António Costa tinha “cara” para “dizer recorrentemente que não há mais dinheiro” para setores como a saúde, educação ou “contagem de todo o tempo de serviço de professores e outras carreiras” e, depois, o dinheiro “aparece sempre e nunca falha” quando se trata de “injetar dinheiro na banca privada”.

“Se a alternativa tivesse sido nacionalizarmos, comprarmos, ficarmos com o banco, significava que em vez do risco limitado que temos hoje, e do financiamento sob forma de empréstimo, o que teríamos era – como fizemos na Caixa Geral de Depósitos, e bem – uma responsabilidade ilimitada por todo o buraco negro no chamado banco bom e mais não um empréstimo, mas uma contribuição ilimitada, que nunca recuperaríamos”, afirmou Costa.

Para o PEV, “PSD e CDS foram responsáveis por um processo de resolução do BES absolutamente desastroso e de uma absoluta falsidade e o Governo do PS terminou o trabalho com uma venda a valor simbólico à Lone Star, com um contrato desastroso, sorvedouro de dinheiros públicos”.

Heloísa Apolónia ainda pediu ao Governo para “não cometer o disparate e crime ambiental” em que consistirá a construção da barragem do Fridão (Amarante), mas o primeiro-ministro preferiu concentrar-se nas questões relacionadas com o Novo Banco e já não teve tempo para responder este tema.

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