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No mesmo dia em que as Nações Unidas declararam oficialmente a fome na cidade de Gaza, uma situação inédita no Médio Oriente, o embaixador de Israel em Portugal, Oren Rozenblat, contestou as conclusões do relatório.
Em entrevista à SIC Notícias, o embaixador nega que haja fome ou mortes por desnutrição no enclave palestiniano.
“Não há fome, nunca houve fome e ninguém morreu de fome em Gaza. Podemos ver crianças magras, mas é porque são doentes graves”, afirmou o diplomata, acrescentando críticas aos dados apresentados pela ONU.
Oren Rozenblat invocou o Direito Internacional Humanitário para defender que Israel não tem obrigação de prestar apoio direto, mas apenas de permitir a entrada de ajuda humanitária.
“Esta é a primeira guerra no mundo em que um lado precisa de ajudar o outro com comida. Nós fizemo-lo pela nossa ética, não pela Lei Internacional Humanitária”, disse.
A entrevista decorre no mesmo dia em que 21 Estados, entre os quais Portugal, e a alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros apelaram ao abandono do projeto de novos colonatos na Cisjordânia ocupada.
O diplomata rejeitou também esta posição, reivindicando o que considera ser o “direito histórico dos judeus de viver em qualquer lugar da Terra de Israel”.
