• Atualidade
  • Economia
  • Desporto
  • Vida
  • Tecnologia
  • Local
  • Opinião
Mais

Nicolás Maduro acusa EUA de pirataria após apreensão de petroleiros venezuelanos

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, criticou esta semana a apreensão de petroleiros pelos Estados Unidos, classificando os atos como “pirataria”, depois de um terceiro navio ter sido intercetado nas Caraíbas no âmbito da operação militar norte-americana contra o tráfico de petróleo venezuelano.

Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

Nicolás Maduro condenou a apreensão de petroleiros pelos Estados Unidos, descrevendo os incidentes como atos de pirataria, numa altura em que um terceiro navio foi intercetado nas Caraíbas.

Numa mensagem publicada na rede Telegram, o chefe de Estado venezuelano não referiu diretamente as operações realizadas no fim de semana, mas lamentou que o seu Governo tenha enfrentado, ao longo de 25 semanas, uma campanha de agressão que vai do “terrorismo psicológico aos piratas que atacaram petroleiros”.

Maduro acrescentou que as autoridades do país estão “preparadas para acelerar a marcha da revolução profunda”, numa alusão ao projeto político chavista.

Segundo informações avançadas por responsáveis norte-americanos à CNN, o terceiro petroleiro intercetado transportava petróleo bruto venezuelano, embora detalhes sobre o estado do navio ainda não sejam conhecidos. O Pentágono e a Guarda Costeira dos EUA redirecionaram pedidos de informação para a Casa Branca, que ainda não se pronunciou sobre a operação.

No sábado, a secretária da Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, revelou a apreensão do petroleiro Centuries, de bandeira panamiana. O navio, segundo a Casa Branca, navegava com “bandeira falsa” e fazia parte da “frota fantasma venezuelana usada para traficar petróleo roubado e financiar o regime narcoterrorista de Maduro”.

Apesar de relatos de que o navio confiscado não fazia parte da lista negra norte-americana, a porta-voz adjunta do Governo dos EUA, Anna Kelly, insistiu que a embarcação transportava petróleo da PDVSA, a empresa petrolífera estatal sancionada.

Esta operação sucede à apreensão, a 10 de dezembro, do navio “Skipper”, cujo carregamento de crude também foi confiscado. Dias depois, o Presidente Donald Trump anunciou um embargo total à entrada e saída de petroleiros sancionados pela administração norte-americana, intensificando a pressão sobre o governo de Maduro, acusado de liderar uma rede de narcotráfico.

Caracas classificou as duas primeiras apreensões como “roubo” e prometeu adotar todas as medidas adequadas contra o que considera atos de pirataria. Na sexta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reiterou que o Governo venezuelano estaria a colaborar com grupos armados ligados ao tráfico de droga, incluindo dissidentes das FARC e do Exército de Libertação Nacional da Colômbia, para exportação ilícita de estupefacientes para os Estados Unidos.

Desde agosto, os EUA mantêm um grande contingente militar na região, numa operação antidrogas que já destruiu cerca de 30 embarcações alegadamente envolvidas no narcotráfico e provocou a morte de mais de uma centena de tripulantes.

___

A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil

Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.

Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.

Veja também

Em Destaque

Últimas