• Atualidade
  • Economia
  • Desporto
  • Vida
  • Tecnologia
  • Local
  • Opinião
Mais

Mudanças intensivas no estilo de vida podem travar (ou até reverter) Alzheimer em fase inicial

Uma investigação liderada por Dean Ornish, apresentada na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer de 2025, revelou que mudanças intensivas no estilo de vida podem abrandar ou até reverter a progressão da doença de Alzheimer em fase inicial.

Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

A CNN partilha o estudo, personificando-o em Tammy Maida, diagnosticada com Alzheimer aos 50 e poucos anos. Participou num ensaio clínico de 20 semanas com alterações rigorosas à alimentação, exercício, gestão de stress e vida social. O que fez com que tenha recuperado capacidades cognitivas perdidas, como ler, fazer contas e manter rotinas diárias. Após 40 semanas de intervenção, o progresso continuou.

Segundo o estudo, 46% dos 26 participantes melhoraram em pelo menos três de quatro testes cognitivos. Outros 37,5% mantiveram o estado cognitivo, o que significa que mais de 83% beneficiaram da intervenção. O estudo demonstrou também uma correlação direta entre o empenho na mudança de estilo de vida e a melhoria cognitiva.

Entre as mudanças a intervenção incluiu a prática de uma dieta vegan rigorosa, rica em vegetais, cereais integrais, frutas, tofu, frutos secos e sementes. Açúcares, álcool e alimentos processados eram proibidos. Assim como a prática de exercício físico diário e treino de força orientado online. Um esforço na redução do stress com ioga, meditação, respiração profunda e apoio emocional em grupo e a toma de suplementos como multivitamínico, ómega-3 com curcumina, coenzima Q10, vitaminas C e B12, magnésio, probiótico e cogumelo “juba de leão”. Por fim, mas não menos importante, o apoio social através de sessões semanais guiadas por terapeutas.

Um teste sanguíneo (Aβ42/40) indicou redução dos níveis de amiloide — um dos principais marcadores da doença. No entanto, outros marcadores (como p-tau 181 e GFAP) não mostraram melhorias, o que leva alguns especialistas a pedir estudos maiores e mais longos para validar os resultados.

A seguradora norte-americana EmblemHealth anunciou que irá começar a cobrir este programa para pacientes com Alzheimer em fase inicial — um passo inovador na abordagem não farmacológica da doença.

Para Ornish, que perdeu familiares com Alzheimer, o mais importante é o que isto representa: esperança. Ao contrário dos medicamentos, estas mudanças não têm efeitos secundários negativos e podem dar aos doentes um sentido de controlo e melhoria real da sua condição.

Veja também

Em Destaque

Últimas