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Motoristas: Sindicato diz que dois profissionais foram detidos por desobediência

Este artigo tem mais de 6 anos

O porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, afirmou hoje aos jornalistas que as autoridades detiveram dois motoristas que se recusaram a trabalhar em sua casa por desobediência, levando-os para a sua empresa para cumprir o serviço decretado pela requisição civil.

Em declarações aos jornalistas, Pardal Henriques, disse que os dois homens foram detidos pela GNR em Aveiras de Cima, sendo subsequentemente escoltados para os seus camiões, de forma a cumprirem os serviços decretados pela requisição civil que o Governo emitiu.

Todavia, a GNR esclareceu que nenhum motorista em greve está detido e que quatro trabalhadores apresentaram-se “voluntariamente” para cumprir o serviço, depois de terem sido notificados de que, não comparecerem no local de trabalho, constituía crime de desobediência.

“A Guarda Nacional Republicana vem esclarecer que foram quatro trabalhadores notificados de que a sua não comparência no local de trabalho constituía a prática do crime de desobediência”, lê-se num comunicado da GNR.

Na nota, a GNR adianta também que, depois desta notificação, os quatro trabalhadores “decidiram voluntariamente cumprir o serviço para o qual estavam nomeados”.

Assim, é ainda acrescentado, não se encontra nenhum trabalhador detido.

Os motoristas de matérias perigosas e de mercadorias cumprem hoje o terceiro dia de uma greve por tempo indeterminado, que levou o Governo a decretar uma requisição civil na segunda-feira à tarde, alegando incumprimento dos serviços mínimos.

Na terça-feira, o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, disse que 14 trabalhadores não cumpriram a requisição civil decretada pelo Governo.

Hoje de manhã, o porta-voz do sindicato dos motoristas de matérias perigosas disse que os trabalhadores não vão cumprir serviços mínimos nem a requisição civil, em solidariedade para com os colegas que foram notificados por não terem trabalhado na terça-feira.

A greve que começou na segunda-feira, por tempo indeterminado, foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), com o objetivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

O ministro do Ambiente disse hoje que a decisão de alargar a requisição civil será tomada ao final do dia, indicando que a situação “mais preocupante” de incumprimento se regista em Aveiras de Cima, no distrito de Lisboa.

(Notícia atualizada às 20:29)

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