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Moedas promete novo modelo de limpeza urbana em Lisboa, mas críticas da oposição não abrandam

A menos de um mês das eleições autárquicas, Carlos Moedas apresentou esta quinta-feira o essencial do programa com que se recandidata à presidência da Câmara Municipal de Lisboa. No topo das prioridades, e perante um dos temas mais sensíveis do seu mandato, o autarca promete um “novo modelo de gestão da higiene urbana” na capital,…

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O que muda na gestão do lixo?

Carlos Moedas promete três alterações principais no sistema de recolha de resíduos:

  • A Câmara passará a recolher o lixo junto aos ecopontos, mesmo quando os sacos estiverem fora dos contentores, sem esperar pela actuação das juntas de freguesia;
  • A recolha de lixo indiferenciado voltará a ser feita seis dias por semana (actualmente ocorre apenas em três);
  • A recolha de monos (grandes volumes) também será reforçada e passará a realizar-se seis vezes por semana.

“Vamos fazê-lo e vamos fazê-lo sem medo”, afirmou Moedas, tentando demonstrar determinação perante um dos temas que mais desgastaram a sua presidência.

Porque só agora?

As medidas anunciadas surgem em plena pré-campanha eleitoral, num momento em que a higiene urbana se tornou tema central do debate público. Ao longo do mandato, Moedas enfrentou críticas constantes pela acumulação de lixo nas ruas, pelas falhas na coordenação com as juntas de freguesia e pela alegada falta de resposta da Câmara.

A gestão da limpeza urbana tornou-se particularmente difícil após a transferência de competências e de cerca de 600 funcionários da Câmara para as juntas de freguesia, entre 2013 e 2014. O resultado foi um sistema dividido, onde a recolha de lixo e a lavagem das ruas ficaram em mãos distintas, dificultando a coordenação. Com o crescimento do turismo e da actividade económica, a produção de resíduos aumentou significativamente, sobrecarregando ainda mais os serviços.

Alexandra Leitão: “Correu mesmo muito, muito mal”

Alexandra Leitão, candidata do PS e cabeça-de-lista da coligação Viver Lisboa (com o Livre, Bloco de Esquerda e PAN), não poupa críticas à actuação de Moedas neste dossier. Em entrevista ao Público, em Março, foi taxativa ao afirmar que a manutenção da cidade “correu mesmo muito, muito mal”.

Durante a campanha, reforçou que vai trabalhar numa solução: “Uma coisa posso garantir: comecei agora, vamos estudar, ler, falar com as pessoas, recolher opiniões e vamos ter soluções e saber implementá-las. Acho que é isso que não tem acontecido na cidade de Lisboa.”

João Ferreira: “Manifesta incapacidade” da Câmara

João Ferreira, candidato da CDU, também tem sido vocal nas críticas à gestão de Carlos Moedas. Ainda em 2024, aquando da formalização da sua candidatura, acusava a Câmara de demonstrar uma “manifesta incapacidade em assegurar a limpeza da cidade”. Apontava, em particular, a redução do número de trabalhadores na higiene urbana como um dos principais factores para a degradação do serviço.

A promessa de um novo modelo de limpeza urbana é uma tentativa clara de Carlos Moedas reverter a imagem negativa associada ao seu mandato nesta área. A oposição acusa-o de só agir agora por razões eleitorais, e os seus principais adversários prometem apresentar alternativas eficazes.

Com a campanha prestes a arrancar formalmente, é certo que o lixo nas ruas será um dos temas centrais da disputa eleitoral em Lisboa, numa cidade onde a gestão do espaço público se tornou um dos principais termómetros políticos.

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