• Atualidade
  • Economia
  • Desporto
  • Vida
  • Tecnologia
  • Local
  • Opinião
Mais

McJesus: Obra inspirada em Jesus Cristo crucificado vai ser retirada de museu israelita

Este artigo tem mais de 7 anos

A escultura intitulada McJesus, que mostra a figura do fundador da cadeia de fast food McDonalds através da adaptação da imagem de Jesus Cristo crucificado, vai ser retirada de exposição de um museu israelita na cidade de Haifa, após várias críticas por parte da minoria cristã do país.

A escultura, que ficou conhecida pelo nome de McJesus, retrata, em tamanho real, o fundador da cadeia de fast food Ronald McDonald numa posição que remete para a imagem de Jesus Cristo crucificado.

Da autoria do escultor finlandês Jani Leinonen, a obra faz parte de uma exposição cujo tema é baseado no consumismo e na religião e onde existem outras peças como, por exemplo, as figuras de Jesus e Virgem Maria em versão Barbie e Ken.

Depois de várias críticas por parte da minoria cristã no país, a autarca da cidade de Haifa, Einat Kalisch Rotem, anunciou, através da rede social Twitter, que a escultura será retirada da exposição do Museu de Arte de Haifa. Uma decisão que foi tomada após reuniões com líderes da igreja cristã.

“A escultura será removida e devolvida o mais rápido possível”, twittou Einat Kalisch Rotem, acrescentando que entende “a profundidade dos danos que a comunidade cristã experienciou e eles [cristãos] entendem a importância de preservar a democracia”.

“Todos nós faremos qualquer coisa para evitar a violência e os danos emocionais”, concluiu.

Os protestos contra o McJesus atingiram proporções elevadas, levando, segundo avança a Reuters, à detenção de um homem por suspeita de agressão e à procura de outras duas pessoas por tentativa de incendiar o Museu de Arte de Haifa.

Durante os protestos, há registo de três polícias que ficaram feridos enquanto dezenas de manifestantes tentavam entrar à força no museu.

Nicola Abdo, um dos manifestantes, disse que era contra “essa escultura vergonhosa” e que “como cristão, fico profundamente ofendido com essa representação dos nossos símbolos”.

Também a ministra da Cultura israelita, Miri Regev, censurou a obra, considerando-a “pró-Palestina” e criticando a falta de sensibilidade religiosa para com os árabes cristãos, que representam cerca de 2% da população do país (de maioria judaica).

Também o autor da obra, o finlandês Jani Leinonen, se mostrou a favor da retirada da escultura e um membro da igreja de Haifa considera que a decisão tomada mostra que “o vencedor é o povo” e que “a remoção desta escultura é uma reflexão do nosso desejo de coexistir na cidade”.

Dentro de dias o McJesus vai regressar à Finlândia, para o museu detentor da obra que a tinha emprestado ao Museu de Arte de Haifa desde o final do ano passado.

Veja também

Em Destaque

Últimas