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Matrículas renovadas online para todos os anos de escolaridade

Este artigo tem mais de 5 anos

As renovações de matrícula para o próximo ano letivo, nas escolas públicas, não vão ser automáticas. Todos os alunos têm de ser inscritos no Portal das Matrículas.

As matrículas das escolas públicas têm de ser renovadas online, mesmo que não haja mudança de ciclo nem de estabelecimento de ensino, diz o Jornal de Notícias, referindo a decisão tomada pelo Ministério da Educação, para todos os anos de escolaridade.

Com isto, o Ministério da Educação quer generalizar o uso do Portal das Matrículas, garantindo que a plataforma online permite “mais segurança e celeridade no processo de submissão de matrícula, evitando a redundância de entrega de informação”. A plataforma também vai permitir fazer pedidos de transferência de escola, mas apenas depois do início do ano letivo.

Nos últimos anos, as matrículas eram automáticas na maioria das escolas: ao passar de ano, o aluno ficava automaticamente inscrito no ano seguinte. Só teria de haver alguma ação caso quisesse trocar de escola e nos casos das mudanças de ciclo ( 5.º, 7.º e 10.º anos).

As renovações estão disponíveis a partir desta sexta-feira, do 2.º ao 12.º anos ou na data indicada pelos agrupamentos.

Contudo, a medida faz com que os diretores dos estabelecimentos de ensino receiem “a multiplicação de pedidos de ajuda e a corrida dos pais às secretarias das escolas”.

“Terá de ser por marcação ou corremos o risco de ter 100 pais ao mesmo tempo na escola. É mais trabalho para as secretarias, porque muitos pais não fazem online. Se esta medida fosse adiada para o próximo ano, não havia dano de maior”, frisa ao JN Filinto Lima, presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

Jorge Ascenção, líder da Confederação das Associações de Pais, disse ao jornal que espera que as escolas se organizem para ajudar quem não consegue realizar o processo em casa. Por sua vez, Rui Martins, da Confederação Independente de Pais e Encarregados de Educação, lamenta “um acréscimo de constrangimentos num ano atípico. Seria melhor não alterar os procedimentos este ano”.

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