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O Centro Nacional de Cultura (CNC), promotor da iniciativa, diz que “este reconhecimento europeu presta homenagem à excecional contribuição de uma das maiores pianistas do nosso tempo para a promoção do património cultural e dos valores europeus”.
“Maria João Pires é uma das pianistas mais poéticas e influentes da Europa. Além de ser uma extraordinária intérprete, é uma educadora visionária, uma pensadora cultural e uma revolucionária silenciosa no domínio do património musical”, lê-se ainda.
O júri reconhece na carreira da pianista a “missão do Prémio Helena Vaz da Silva: sensibilizar o público para o património cultural europeu através de um envolvimento humanista e de impacto”.
Maria João Pires já reagiu ao prémio. “Ter um prémio corresponde a ter uma honra. Ter uma honra e tomar consciência dela, é lembrar ao pormenor todas as pessoas que deram do seu tempo, colaboraram e ajudaram a que essa honra fosse atribuída. Por isso a minha primeira reação será sempre dizer ‘muito obrigado’ a todos por esta oportunidade.”
A pianista, que nasceu em Lisboa em 1944, tornou-se numa das “artistas mais destacadas internacionalmente”, escreve o CNC, que recorda o percurso de Maria João Pires desde a sua primeira atuação em público, aos quatro anos, até à consagração nas décadas de 1980-1990.
De recordar que, em junho, Maria João Pires anunciou um afastamento dos palcos “por algum tempo”, devido a um “problema de saúde cerebrovascular”. Na altura, cancelou concertos e recitais que tinha agendados
