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Marcelo lembra quando ler Eça de Queiroz era “um sinal de abertura ao mundo”

Este artigo tem mais de 8 anos

O Presidente da República lembrou hoje quando lia, ainda criança, Eça de Queiroz, visto nas décadas de 1950 e 1960, em pleno regime autoritário, como “sinal de abertura e de novas ideias”.

“Eça de Queiroz representava não apenas um grande português com abertura para o mundo, que tinha corrido o mundo e tinha escrito sobre o mundo. Representava a chegada do mundo, da mudança, da abertura, das novas ideias, do realismo a Portugal”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, quando inaugurava, no centro da vila de Baião, no interior do distrito do Porto, uma estátua em bronze do escritor.

Felicitando a escultora Emília Lopes pela “forma como teve a felicidade de tão bem representar aquele que é um dos maiores escritores na história” das letras portuguesas, o chefe de Estado falou da sua felicidade do momento, insistindo que, para a sua geração, Eça de Queiroz “era uma descoberta”.

“Era a abertura a França, a França da liberdade, a França de democracia, a França dos ideais que estavam a despontar na sua época e que, para nós, que vivíamos num regime autoritário, significava também uma abertura e uma mudança”, comentou.

Rodeado por centenas de pessoas que assistiam à cerimónia, o Presidente da República deixou elogios a Baião, que considerou ser “uma terra cheia de história e de gente boa”.

Considerou depois que a estátua em bronze, com cerca de dois metros de altura, representando o romancista, constituirá um elemento de atração de turistas portugueses e estrangeiros.

“Vai ser mais uma forma de projeção de Portugal na Europa”, comentou.

No programa da visita a Baião, no âmbito das Comemorações do 172.º aniversário do nascimento do escritor, Marcelo Rebelo de Sousa visitará a sede da Fundação Eça de Queiroz, em Tormes, casa outrora habitada pelo romancista do século XIX.

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