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Make America Healthy Again: há boa comida ultraprocessada? Qual?

A American Heart Association (AHA), a maior organização de saúde cardíaca dos EUA, divulgou novas diretrizes científicas para o consumo de alimentos ultraprocessados (UPFs), pouco antes da chegada do segundo relatório da Comissão “Make America Healthy Again” (MAHA). A AHA alerta que a maioria dos alimentos ultraprocessados é prejudicial para a saúde, nomeadamente para o…

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Contudo, o relatório reconhece que nem todos os ultraprocessados são igualmente prejudiciais: alguns, como certos pães integrais, iogurtes com baixo teor de açúcar, molhos de tomate e pastas de frutos secos ou leguminosas, podem ser opções mais saudáveis, embora devam ser sempre monitorizados para garantir essa qualidade.

Christopher Gardner, vice-presidente do grupo de redação do relatório, reforça à CNN que esta exceção não deve ser desculpa para a indústria, pois a grande maioria dos ultraprocessados contém grandes quantidades de sal, açúcar e gorduras, além de aditivos que estimulam o excesso alimentar e vários problemas de saúde.

Nos EUA, mais de metade das calorias diárias provêm de ultraprocessados, no caso das crianças atinge os 62%. Estudos associam o consumo elevado destes alimentos a riscos aumentados de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade, distúrbios do sono e depressão.

A AHA recomenda que os consumidores reduzam ao máximo o consumo dos ultraprocessados mais nocivos, especialmente os ricos em gorduras pouco saudáveis, açúcares adicionados e sal, mas permite o consumo moderado de alguns ultraprocessados “mais saudáveis” e acessíveis, integrados numa dieta equilibrada.

Marion Nestle, especialista em nutrição, critica a ideia de “ultraprocessados saudáveis”, referindo estudos que mostram que mesmo estes alimentos podem levar a um maior consumo calórico comparado com alimentos minimamente processados cozinhados em casa, o que dificulta a perda de peso.

Por fim, a AHA categorizou os alimentos em três grupos:

  • Mais saudáveis: frutas e legumes frescos ou congelados sem açúcar/sal, cereais integrais (aveia, arroz integral), sementes e frutos secos sem sal, leguminosas secas, óleos vegetais, leite e iogurte magros naturais, carnes magras não processadas, bebidas sem açúcar e água.

  • Moderadamente saudáveis: arroz branco, massas, produtos lácteos integrais, pão refinado fresco, frutos secos salgados, conservas com baixo teor de açúcar/sal, queijos duros, substitutos de ovos, sopas com baixo teor de sal e gordura, refeições industrializadas feitas com ingredientes saudáveis.

  • Menos saudáveis: carnes vermelhas gordas, carnes processadas (nuggets, salsichas), manteiga, banha, óleos tropicais (como o de coco), natas, sumos 100% fruta, açúcares e mel, bolachas, snacks salgados e doces, batatas fritas, pizas, noodles instantâneos, entre outros.

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