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Falando aos jornalistas na estação ferroviária de Kiev, o chefe do Governo destacou que a visita não tem como objetivo anunciar novas medidas, mas sim “expressar um apoio continuado” que Portugal mantém “desde o primeiro minuto” da agressão russa, iniciada em fevereiro de 2022. “Portugal tem estado ao lado da Ucrânia e dos ucranianos”, afirmou, acrescentando que a deslocação pretende também levar “proximidade, solidariedade e afeto”.
Luís Montenegro reconheceu que, apesar das várias viagens realizadas desde que lidera o Governo, esta deslocação assume um carácter particularmente simbólico. “Estamos a falar de um país que foi agredido, está a ser agredido, invadido, e que está sob guerra. Naturalmente, é um país mais carente da nossa solidariedade”, referiu.
O primeiro-ministro salientou ainda que a Ucrânia necessita, neste momento, de apoio financeiro, recordando que Portugal tem contribuído tanto a nível bilateral como através de diferentes instrumentos europeus e internacionais. Esse apoio, explicou, abrange áreas humanitárias, sociais, militares e políticas.
A visita ocorre dois dias depois de um Conselho Europeu que aprovou um pacote de apoio de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, decisão que Montenegro classificou como “um sinal muito forte” e que contou com o apoio de Portugal. Segundo o primeiro-ministro, o apoio à Ucrânia é também um investimento na segurança e na paz da Europa e de Portugal.
Luís Montenegro destacou ainda a forte ligação entre os dois países, sublinhando a presença de várias dezenas de milhares de ucranianos em Portugal, alguns já residentes antes da guerra e outros acolhidos após o início do conflito. Defendeu que existe um sentimento de solidariedade “praticamente consensual” na sociedade portuguesa e largamente maioritário no plano político.
Esta é a primeira visita de Luís Montenegro à Ucrânia desde que assumiu funções como primeiro-ministro, em abril de 2024. O governante manifestou a expectativa de encontrar, da parte das autoridades ucranianas, a mesma “capacidade de resistência” que tem marcado a luta do povo ucraniano e reiterou o compromisso de Portugal no âmbito da União Europeia, da NATO e das coligações internacionais de apoio a Kiev.
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