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Loures quer expansão do metro para o concelho inscrita no quadro comunitário

Este artigo tem mais de 6 anos

O presidente da Câmara Municipal de Loures considerou hoje “animadoras” as declarações do ministro do Ambiente no parlamento sobre a expansão do metropolitano de Lisboa para aquele concelho, mas defendeu a inscrição da obra no próximo quadro comunitário.

Esta manhã, durante uma audição na Comissão de Economia, Inovação Obras Públicas e Habitação, o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, disse que estão a ser feitas avaliações com alguns municípios, entre o eles o de Loures, no sentido de para ali expandir a rede do metro de Lisboa.

“As palavras do senhor ministro dão-nos ânimo, mas não bastam só palavras. É preciso que o Governo passe à ação e inscreva essa obra no próximo quadro comunitário de apoio”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares.

Segundo explicou no parlamento João Matos Fernandes, no caso do concelho de Loures (distrito de Lisboa), estão em estudo projetos para expandir a Linha Azul a partir de Santa Apolónia para a Expo, Portela e Sacavém e, na Linha Amarela, uma ligação de Odivelas ao Hospital Beatriz Ângelo (Loures) e à estação de Odivelas ao Infantado (Loures), passando por Santo António dos Cavaleiros (Loures).

À Lusa, Bernardino Soares adiantou que decorrem desde o início do ano reuniões técnicas entre a Câmara de Loures e o Metropolitano de Lisboa, estando neste momento “várias hipóteses em aberto”.

“Estão em estudo várias possibilidades. Estamos disponíveis para qualquer solução desde que tenha qualidade, seja eficaz e seja confortável para todos os utentes”, sublinhou.

Durante a audição no parlamento, o ministro do Ambiente disse ainda que o Governo estará pronto para lançar, em outubro ou novembro, se houver financiamento, a expansão da Linha Vermelha do metro de Lisboa de São Sebastião a Alcântara-Alto de Santo Amaro, com passagem pelas Amoreiras, Campo de Ourique e Infante Santo.

O ministro voltou a defender a linha circular como prioritária, por considerar fundamental “fechar este grande anel circular entre o Cais do Sodré e o Campo Grande”

Além da Linha Vermelha, num protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa e a Câmara de Oeiras, “está a ser feita a avaliação da extensão, sempre comparando com o metro ligeiro elétrico rápido (ou BRT), que vai de Alcântara, Alto de Santo Amaro, Ajuda, Miraflores, Linda-a-Velha e Cruz Quebrada”.

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