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Linha do Oeste sem serviço: há dez locais instáveis devido ao mau tempo

A Linha do Oeste continua sem serviço devido a danos provocados por tempestades, enquanto a CP antecipa expandir a ligação urbana do Rossio até à Malveira.

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A Linha do Oeste permanece suspensa desde 28 de janeiro, após as fortes tempestades que provocaram deslizamentos de taludes e instabilidade na via. A Infraestruturas de Portugal (IP) identificou já mais de uma dezena de locais afetados, abrangendo troços que atravessam os concelhos de Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras, Bombarral, Óbidos e Caldas da Rainha, diz a RTP.

Segundo a IP, os locais com problemas concentram-se entre Mafra e Malveira/Sapataria, Torres Vedras/Ramalhal e Bombarral/São Mamede até Caldas da Rainha. Apesar de a avaliação ainda não estar concluída, a gestora da rede ferroviária já decretou o troço entre Mira Sintra – Meleças e Caldas da Rainha como “fora de exploração”. Esta instrução interna entrou em vigor a 12 de fevereiro, alterando a sinalização até novas indicações, numa medida destinada a garantir a segurança dos passageiros e trabalhadores.

A recuperação da linha depende da decisão sobre as soluções de reabilitação, que só será tomada quando o levantamento dos estragos estiver completo. Por enquanto, a IP não estabeleceu prazos concretos para a conclusão das obras. A Linha do Oeste, que liga Mira Sintra – Meleças à Figueira da Foz e Coimbra, enfrenta assim um período de interdição, ainda indefinido em termos temporais, mas com indicações de que poderá durar vários meses.

Enquanto isso, a CP – Comboios de Portugal continua a planear melhorias no serviço de passageiros na região Oeste. O objetivo passa por estender os comboios urbanos do Rossio, em Lisboa, até à Malveira, eliminando a necessidade de transbordo em Meleças e servindo de forma mais eficiente a Linha do Oeste. A eletrificação dos troços iniciais já se encontra concluída, mas a introdução da extensão depende da conclusão das obras de modernização da infraestrutura.

As aulas teóricas para a formação de 178 maquinistas, destinadas a operar nesta extensão, começaram em janeiro e prolongam-se até março. No entanto, a CP ainda não avançou datas para a formação prática na linha, aguardando os resultados da avaliação da IP para definir o planeamento final da operação. Quanto à extensão até Torres Vedras, continuam em curso análises internas, pelo que ainda não há confirmação de calendário ou oferta comercial específica.

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