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“Possivelmente”, foi o que respondeu Kamala Harris quando questionada sobre se acredita que será ela a primeira mulher a ocupar a Presidência dos Estados Unidos da América. Mas, se não for ela, Harris sabe que haverá uma mulher na Casa Branca: acontecerá “na vida das minhas sobrinhas-netas, com toda a certeza”.
Na entrevista, Harris rejeitou as sondagens que a colocam como uma das candidatas menos prováveis a representar o Partido Democrata, dizendo que nunca se deixou guiar por previsões eleitorais. “Se tivesse dado ouvidos às sondagens, nunca teria concorrido ao meu primeiro cargo, nem ao segundo… e certamente não estaria aqui hoje”.
Questionada sobre as razões da sua derrota em 2024, Harris atribuiu parte do insucesso ao facto de ter iniciado a campanha tarde, depois da saída de Joe Biden da corrida.
“Foi praticamente impossível vencer com tão pouco tempo”, disse, embora tenha garantido que ainda tem “um futuro na política”.
Apesar de não ter confirmado oficialmente uma nova candidatura, Harris deu a entender que o seu regresso à política nacional é apenas uma questão de tempo: “Ainda não estou acabada. Vivi a minha vida inteira ao serviço público — isso está no meu sangue”.
Em relação ao seu adversário, Donald Trump, para Harris este é um “tirano” que “prometeu usar o Departamento de Justiça como arma política. E foi exatamente isso que fez”, acusou.
Harris citou como exemplo a suspensão do apresentador Jimmy Kimmel, após uma piada sobre apoiantes republicanos, dizendo que o episódio ilustra como o Presidente “persegue críticos e tenta silenciar a sátira”.
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