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JPP diz que propostas do Orçamento e Plano da Madeira para 2018 são “uma desilusão”

Este artigo tem mais de 8 anos

O líder do Juntos Pelo Povo (JPP) na Madeira considerou hoje que as propostas do Orçamento de Plano de Investimentos para 2018 apresentados pelo Governo Regional do arquipélago são “uma grande desilusão”, preconizam a continuação da “escravatura fiscal”

“O JPP reage a estas propostas de Orçamento Regional e PIDDAR (Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração da Região Autónoma da Madeira) com uma grande desilusão, porque o Governo Regional da Madeira do PSD surge a dar com uma mão e a tirar com a outra”, declarou Élvio Sousa.

O vice-presidente do executivo madeirense entregou hoje na Assembleia Legislativa da Madeira e apresentou publicamente, em conferência de imprensa, as propostas de Orçamento e Plano da Região para 2018.

O também deputado do JPP no parlamento regional apontou que, em matéria de devolução de rendimentos às famílias e às empresas, a medida “é muito escassa”, porque apenas reduz um ponto, de 17 para 16%, o IRC para as pequenas e micro empresas que tenham um rendimento coletável inferior a 15 mil euros, mantendo “inalteráveis as taxas a partir daí”.

“Portanto, aqui assistimos apenas a uma escassíssima redução para pequenas empresas até aos 15 mil euros”, vincou.

O líder do JPP, um partido que um grupo parlamentar com cinco deputados, no universo de 47, na ALM – os mesmos que o PS – também referiu que, em matéria de IRS, o executivo insular “mantém a taxa do primeiro escalão, nomeadamente dos 12,41%, e os restantes escalões mantêm-se de acordo com as taxas propostas pelo Orçamento do Estado”.

“Em síntese, continua a escravatura fiscal deste Governo Regional que surge mais despesista do que a apostar na poupança e na redução da despesa regional”, sublinhou.

Élvio Sousa também criticou o que classificou de “flagrante falta de palavra” do Governo Regional no que diz respeito ao compromisso de iniciar a construção do novo hospital da Madeira em 2019.

“Flagrante é apenas a inscrição no domínio da saúde de apenas 5,6 ME para o novo hospital central da Madeira de um total necessários de 23 ME para as expropriações”, reforçou.

O responsável do Juntos Pelo Povo considerou que este facto “constitui uma flagrante falta de palavra e de compromisso, sobretudo atendendo à obra estruturante para a Saúde na Região Autónoma da Madeira”.

Para Élvio Sousa, “se o Governo Regional desejasse já iniciar a construção em 2019, teria inscrito no Orçamento de 2018, os valores necessários para expropriar e adquirir os terrenos e daí iniciar a obra”.

O deputado censurou ainda o facto das propostas não contemplarem “especificamente os valores que são necessários para a reabilitação da vergonha que é o hospital dos Marmeleiros” que evidencia um avançado estado de degradação, o que, no seu entender “constitui a visão da Saúde na Região Autónoma da Madeira”.

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