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Ivone Soares: “Agora todos temos de ser Dhlakama”

Este artigo tem mais de 8 anos

Ivone Soares, líder parlamentar da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e sobrinha do presidente do partido, que morreu na quinta-feira, lançou hoje um apelo aos moçambicanos para seguirem os passos de Afonso Dhlakama.

“Agora todos temos de ser Dhlakama”, referiu aos jornalistas no final de uma celebração religiosa que juntou centenas de pessoas numa das sedes da Renamo, na cidade da Beira – onde as cerimónias fúnebres públicas vão decorrer, na quarta-feira.

Foram as primeiras declarações públicas de Ivone Soares, uma das figuras próximas de Dhlakama, após a morte do líder da Renamo.

“Peço à sociedade para não continuar a acobardar-se”, porque “Dhlakama já não está aqui connosco para endireitar a Frelimo”, acrescentou.

Ivone Soares disse que os moçambicanos não podem continuar a ser governados como “escravos” ou “acéfalos”.

A líder parlamentar recordou os últimos assuntos tratados com o tio, por telefone, relacionados com o acordo de descentralização do poder negociado entre Afonso Dhlakama e o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi.

“Não sei como vai ser agora. O partido precisa de discutir esta questão em profundidade”, referiu.

Ivone Soares disse que o tópico que está a “emperrar” as conversações entre Renamo e Frelimo é a nomeação dos administradores distritais – que o partido da oposição quer ver nomeados pelos governadores eleitos em cada província, em vez de indicados pelo Governo, a partir de Maputo.

“Precisamos de achar um meio termo”, acrescentou, caso contrário, Moçambique pode vir a ter “uma descentralização centralizada”, no que classificou como “um doce envenenado”.

Além do pacote de descentralização, ficou por anunciar antes da morte de Dhlakama um outro entendimento relativo à desmilitarização, desmobilização e reintegração do braço armado da Renamo.

Um novo acordo para a paz em Moçambique depende dos dois dossiês, conforme foram anunciando Filipe Nyusi e o líder da oposição, nos últimos meses, num tom geralmente otimista sobre o decorrer das negociações.

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