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O Presidente de Israel, Isaac Herzog, tem marcada uma reunião com o Papa Leão XIV no Vaticano, esta quinta-feira. De acordo com a presidência israelita, o encontro focar-se-á nos esforços para assegurar “a libertação de reféns, na luta contra o antissemitismo global e na proteção das comunidades cristãs no Médio Oriente, além de discutirem outros assuntos de natureza política”, cita o Observador.
Paralelamente, as Forças de Defesa de Israel (IDF) intensificam a ofensiva terrestre na Faixa de Gaza. Esta terça-feira, o exército israelita confirmou a convocação de 40 mil soldados da reserva, reforçando o número já anunciado no final de agosto, que apontava para a mobilização de cerca de 60 mil soldados.
O chefe do Estado-Maior das IDF, Eyal Zamir, afirmou que as tropas israelitas já estão a operar no interior da cidade de Gaza. “Já começámos a operação terrestre [na cidade de] Gaza, não se enganem”, declarou o general numa mensagem publicada no Telegram.
Eyal Zamir sublinhou que os militares estão a entrar em zonas onde nunca tinham estado antes, agindo “com coragem, força e moral extraordinário”. Prometeu ainda intensificar os ataques, garantindo que o Hamas “não terá onde se esconder”.
Segundo fontes hospitalares no enclave palestiniano, pelo menos 76 pessoas morreram nas últimas 24 horas em resultado de ataques israelitas, havendo ainda registo de mais de 280 feridos. Desde o início do conflito, a 7 de outubro de 2023, o número de vítimas mortais ultrapassa já os 63 mil, 238 dos quais são jornalistas.
Rebeldes Houthis intensificam ataques e prometem vingança após morte do primeiro-ministro
Enquanto isso, os rebeldes Houthis do Iémen continuam a realizar ataques no Mar Vermelho, como resposta direta à ofensiva israelita em Gaza. Esta terça-feira, o grupo reivindicou um novo ataque a um navio comercial.
“As forças de mísseis e drones do exército iemenita conduziram uma operação militar conjunta contra o navio MSC ABY por violar a decisão de proibição de entrada em portos na Palestina ocupada e pelas suas ligações com o inimigo israelita”, declarou o porta-voz militar Yahya Saree, citado pelo Diário de Notícias. O ataque, segundo os Houthis, envolveu dois drones e um míssil, e resultou num impacto direto na embarcação.
Esta resposta surge poucos dias após a morte do primeiro-ministro dos Houthis, Ahmed Ghaleb Nasser al-Rahawi, vítima de um bombardeamento israelita a Sana, capital do Iémen, na passada quinta-feira. O grupo confirmou também a morte de outros membros do governo rebelde, incluindo ministros de alto escalão.
“Anunciamos o martírio do combatente Ahmed Ghaleb Nasser Al-Rahawi (…) juntamente com vários dos seus colegas ministeriais, que foram alvo do traiçoeiro inimigo criminoso israelita”, afirmou o gabinete do presidente do Conselho Político Supremo Houthi, Mahdi al Mashat.
A operação aérea, descrita pelas IDF como “complexa”, teve como alvo uma zona da capital iemenita onde se encontravam altos funcionários do governo rebelde. De acordo com a estação israelita Channel 12, a ação poderá ter eliminado até 12 ministros, além do chefe do executivo.
Face à perda do seu líder, os Houthis prometeram vingança e nomearam Mohammed Ahmad Mouftah como primeiro-ministro interino. “Prometemos a Deus, ao querido povo iemenita e às famílias dos mártires e feridos que nos vingaremos”, declarou Mehdi al-Machat, líder do conselho político dos rebeldes, numa mensagem divulgada via Telegram.
A morte de Al-Rahawi foi lamentada pelo grupo islamista Hamas, que classificou o ataque israelita como “um crime terrível” e uma “flagrante violação da soberania de um Estado árabe”.
Este domingo, invadiram escritórios de várias agências das Nações Unidas em Sanaa, a capital do Iémen, e detiveram 11 funcionários internacionais. A escalada da violência parece ter saído do controlo do ocidente, que se vê atraiçoado pela política instável do americano Donald Trump.
