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Iniciado processo de demolição de fábrica de pirotecnia ilegal em Tui

Este artigo tem mais de 7 anos

Uma inspeção por Especialistas em Desativação de Artefactos Explosivos (TEDAX) da Guarda Civil deu hoje início ao processo de demolição da fábrica de pirotecnia La Gallega, na localidade de Baldráns, em Tui, Galiza, informou hoje o município.

Em comunicado, a Câmara de Tui adiantou que aquela inspeção visa dar cumprimento a um mandado judicial que prevê a remoção do material pirotécnico e explosivo que se encontra no interior das instalações da fábrica ilegal, com vista à demolição das 25 cabines existentes no complexo industrial.

Segundo a Câmara de Tui, estima-se que possam estar armazenados no interior da fábrica de pirotecnia 2.700 quilos de material pirotécnico e explosivo.

O processo de demolição hoje iniciado ocorre seis meses depois da explosão de um armazém clandestino de material pirotécnico na localidade de Paramos e Guillarei.

Na sequência daquela explosão morreram duas pessoas, 37 ficaram feridas, sendo que 31 casas foram totalmente destruídas e 300 danificadas, afetando um total de 800 pessoas.

O proprietário do armazém clandestino está em prisão preventiva desde a explosão, em maio passado. Além daquele armazém, Francisco Lameiro detém ainda uma fábrica de pirotecnia La Gallega, situada na localidade de Baldráns, onde hoje começou a inspeção.

O homem encontra-se indiciado pela prática dos crimes de homicídio por negligência, danos e lesões por negligência, risco de catástrofe e posse ilegal de explosivos.

Na operação hoje iniciada, com a presença de um familiar do proprietário, além dos TEDAX participaram efetivos da polícia local, dos bombeiros, o presidente da Câmara de Tui e o conselheiro de Segurança.

Segundo a Câmara de Tui, o tribunal fixou um prazo de 10 dias para a remoção do material explosivo, que termina na sexta-feira.

“Tudo parece indicar que os responsáveis pela remoção do material não vão conseguir cumprir o prazo. O presidente da Câmara de Tui comunicará ao tribunal todos os prazos que o processo venha a conhecer por razões alheias à vontade do município”, adianta a nota.

No início do mês, o autarca Carlos Vázquez Padín levou um saco de entulho até Madrid para protestar contra a falta de apoio do Governo central para limpar os destroços da fábrica de pirotecnia que explodiu em maio.

“Queremos que o Governo [espanhol] assuma os seus compromissos e inicie a limpeza da zona afetada pela explosão”, disse Carlos Vázquez Padín aos jornalistas à porta do Ministério da Política Territorial espanhol.

O autarca reclama que houve “vários compromissos verbais sobre a limpeza da zona e remoção dos escombros” feitas pelas autoridades nacionais.

“Já fizemos uma primeira parte do trabalho de remoção dos destroços” e também “entregámos, em setembro, um projeto de limpeza da zona”, explicou.

“É fundamental que se inicie rapidamente a limpeza da zona para que na primavera se possa iniciar a reconstrução das casas destruídas”, disse Carlos Vázquez Padín, que considerou a deslocação a Madrid com um saco de entulho da “zona zero” da explosão da fábrica como um “ato simbólico”.

O autarca acusou ainda o Governo central espanhol de “falta de lealdade institucional” por não ter respondido a nenhuma carta ou correio eletrónico enviado pela Câmara Municipal de Tui.

“No início, o atraso de Madrid era justificado pela mudança de Governo [em 02 de junho último], mas agora essa justificação já é pouco válida”, concluiu o presidente da autarquia.

O projeto de demolição daquela fábrica, elaborado pela Câmara de Tui, resulta de uma sentença do Tribunal Superior de Justiça que determinou, em 2015, a suspensão da atividade daquela unidade.

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