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Incêndios. Câmara de Oleiros confirma destruição de 40 casas só na aldeia de Álvaro

Este artigo tem mais de 8 anos

O presidente da Câmara de Oleiros, Fernando Marques Jorge, disse hoje que só na aldeia de Álvaro arderam 40 casas, muitas das quais de primeira habitação, sendo que há muitas mais espalhadas pelo concelho, ainda não contabilizadas.

“Na aldeia de Álvaro arderam pelo menos 40 casas. Sabemos que arderam mais casas em outras aldeias e lugares, mas ainda não estão contabilizadas”, disse o presidente deste município do distrito de Castelo Branco à agência Lusa, ao final da tarde.

Fernando Marques Jorge, visivelmente agastado com o “cenário completamente dantesco” em Oleiros, explicou que o incêndio continua com duas frentes ativas.

“Continuamos com duas frentes ativas e com os mesmos meios no combate, os bombeiros de Oleiros que já não aguentam mais. Temos vários bombeiros feridos que continuam no terreno”, frisou.

O autarca realçou a ajuda que os populares têm dado no combate às chamas e adiantou que ainda se encontram 70 pessoas na residência de estudantes de Oleiros, oriundos dos lugares e aldeias que foram evacuadas ao longo da noite.

“O cenário é completamente dantesco. Temos também muitos animais, ovelhas, cabras, porcos, mortos”, concluiu.

O incêndio que deflagrou às 12:02 na freguesia de Ermida e Figueiredo, concelho da Sertã, no domingo, estendeu-se no final da tarde ao concelho de Oleiros.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 36 mortos e dezenas de feridos, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.

Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, um fogo que alastrou a outros municípios e que provocou 64 mortos e mais de 250 feridos.

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