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Incêndio nas Canárias leva à retirada de mais de quatro mil pessoas de zona turística

Este artigo tem mais de 6 anos

Mais de quatro mil pessoas foram retiradas de uma zona turística devido a um incêndio florestal que avança na ilha espanhola de Gran Canária, informaram autoridades locais, acrescentando que as chamas já afetaram cerca de 1.500 hectares de mata desde sábado.

O fogo “não está contido, nem estabilizado, nem controlado”, declarou este domingo o presidente regional das Canárias, Ángel Víctor Torres, citado num comunicado oficial.

Os serviços de resgate já evacuaram Cruz de Tejeda, uma localidade montanhosa famosa pela vista, situada no centro da ilha, assim como um hotel de luxo próximo. Torres advertiu para a possibilidade de que mais locais precisem de ser evacuados.

Mais de 600 operacionais e 11 meios aéreos combatem as chamas, que levaram ao bloqueio de mais de dez estradas desta ilha do arquipélago das Canárias, no oceano Atlântico.

As temperaturas altas, o vento e a baixa humidade dificultam o trabalho dos bombeiros.

“As próximas horas são muito importantes, já que a previsão meteorológica não é boa para a noite (de domingo) e existe o perigo de que possa entrar na zona de pinheiros”, uma reserva de árvores nativas, acrescentou Torres.

Este incêndio começou cinco dias após os bombeiros conseguirem conter outro foco na mesma região do arquipélago e que também implicou a retirada de centenas de pessoas.

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