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Hungria pode bloquear fundos europeus para a Ucrânia

A União Europeia enfrenta um impasse na aprovação de um empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, depois de a Hungria ter ameaçado bloquear o acordo até que seja retomado o fluxo de petróleo russo através do oleoduto Druzhba pipeline.

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O governo de Viktor Orbán acusa Kiev de interromper o trânsito energético por razões políticas, alegando que a medida pretende criar escassez e aumentar os preços dos combustíveis na Hungria antes de eleições decisivas, nas quais o primeiro-ministro arrisca perder o poder após mais de 15 anos. O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Péter Szijjártó, afirmou que Budapeste não cederá ao que considera ser uma “chantagem” da Ucrânia.

O bloqueio representa um revés significativo para Kiev, que poderá começar a enfrentar falta de liquidez já a partir de abril. Sem novos fundos europeus, a Ucrânia terá dificuldades em sustentar o esforço de guerra e poderá ficar fragilizada nas negociações de paz com a Rússia. Embora os líderes europeus, incluindo Orbán, tenham acordado o pacote em dezembro, com a concessão de isentar Hungria, Eslováquia e Chéquia dos custos com juros, a aprovação final exige unanimidade num dos diplomas que permite aumentar a margem orçamental da UE para emitir dívida.

Segundo o Politico, a Hungria recusou dar luz verde a essa medida, apesar de os restantes regulamentos terem sido aprovados por maioria. A Comissão Europeia já promoveu uma reunião de emergência para tentar resolver o diferendo energético, depois de Hungria e Eslováquia terem retaliado suspendendo o fornecimento de gasóleo à Ucrânia.

Kiev rejeita as acusações, afirmando que os danos nas infraestruturas energéticas resultam de ataques russos, e garante estar disponível para assegurar o transporte de petróleo dentro do enquadramento legal, inclusive por via marítima. Orbán, frequentemente visto como o aliado mais próximo do Kremlin dentro da UE.

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