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Huawei demite funcionário detido na Polónia por espionagem

Este artigo tem mais de 7 anos

O gigante chinês das telecomunicações Huawei anunciou a demissão de um funcionário detido na Polónia por espionagem, segundo um comunicado da empresa citado hoje pelo “Global Times”, um jornal estatal chinês.

Wang Weijing, que trabalha na Polónia, foi “imediatamente” demitido, porque “este incidente teve efeitos nefastos para a reputação mundial da Huawei”, aponta a empresa na nota à imprensa.

Fundada por um ex-engenheiro das Forças Armadas chinesas, a empresa é suspeita de espionagem em vários países, como os Estados Unidos, a Austrália e o Japão, o que a proibiu de desenvolver a 5G, uma rede de internet ultrarrápida.

“A Huawei sempre respeitou as leis e as regulamentações em vigor nos países em que opera (…) e pede que todos os seus funcionários respeitem as leis e as regulamentações do respetivo país”, acrescentou o grupo chinês no seu comunicado, alegando que Wang Weijing foi detido por “motivos pessoais”.

“Um polaco e um chinês foram presos por acusações de espionagem”, disse o ministro polaco encarregado de coordenar os serviços de Inteligência, Maciej Wasik.

Ambos foram detidos na última terça-feira por suspeitas de terem agido “em nome dos serviços chineses em detrimento da Polónia”, disse o porta-voz do Ministério, Stanislaw Zaryn.

O polaco envolvido era um conselheiro da subsidiária polaca do grupo de telecomunicações francês Orange.

O caso levou o ministro do Interior, Joachim Brudzinski, a pedir à União Europeia e à NATO para convergir posições quanto a excluir a Huawei dos seus mercados.

A Huawei tem estado no centro de uma polémica quanto à prisão da sua diretora financeira, Meng Wanzhou, considerada suspeita, pela justiça norte-americana, de cumplicidade em fraude para contornar as sanções dos Estados Unidos ao Irão, o que levou à sua recente detenção num aeroporto do Canadá.

 

 

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