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“Há quem diga que tenho o coração na boca”. Perguntas rápidas a Vasco Santos

Este artigo tem mais de 6 anos

Pessoais, diretas e sem ordem definida. Questionámos os cabeças-de-lista nacionais às eleições no Parlamento Europeu, que decorrem este domingo, 26 de maio, sobre temas fora da agenda política. Se fosse um herói de ficção, Vasco Santos, candidato do MAS, seria o Batman.

O que faziam os seus pais?

O meu pai era tipógrafo e a minha mãe operária têxtil.

Quem são os seus amigos?

Diversos. Com uma diversidade enorme de opiniões, formas diferentes de ver a vida, profissões díspares, meios diferentes.

Qual o seu maior medo?

Nem sei responder bem a isso. O meu grande medo é que não consigamos, de facto, fazer a transformação que temos e fazer a vários níveis e que isso inviabilize esta sociedade.

Qual o seu maior defeito?

[Ri] Talvez fale muito.

Quem é a pessoa que mais admira?

Talvez a minha mãe.

Quem foi o pior primeiro-ministro de todos os tempos?

Do meu período de vida, que nasci em 1972, portanto enquanto pessoa já consciente, Cavaco Silva.

Qua a sua maior qualidade?

Ser honesto e sincero (há quem diga que tenho o coração na boca).

Qual a maior extravagância que alguma vez fez?

Não tenho grandes extravagâncias. Posso ser extravagante, talvez, pela minha forma de ser.

Qual o seu filme de eleição?

Tenho vários… Sou uma pessoa um pouco emotiva, também. Um deles é “A Vida é Bela”. Depois há outros, consoante os períodos da minha vida.

Que traço de perfil tem de ter alguém para trabalhar consigo?

Ser disponível.

Qual a virtude mais sobrevalorizada?

A sociedade em que vivemos valoriza a competência de tal maneira que as pessoas, por causa da concorrência, se tornam individualistas, tornam-se incapazes de agir em equipa. É um pouco o safe-se quem puder.

Mente?

Detesto a mentira.

O que o faz perder a cabeça?

O tentar enganar o outro, fazê-lo crer numa coisa que não é, é uma coisa que me faz ficar fora de mim. A sensação de injustiça, para resumir. Se assisto a uma situação de injustiça, não consigo ficar parado e calado, tenho de intervir.

O que o faz feliz?

A alegria. A alegria dos outros, a realização.

Se pudesse mudar alguma coisa na União Europeia já, o que mudaria?

Já? Poria os trabalhadores a controlar esta Europa, a gerir os processos, porque acho que o fariam muito melhor do que está a ser feito.

Se fosse um herói de ficção, quem seria?

[Ri] Um herói simples, com toda a certeza. Engraçado, que quando vemos alguém responder a estas perguntas, achamos sempre que temos a resposta na ponta da língua, mas não e verdade. Talvez o Batman.

Quem não merece uma segunda oportunidade?

Este regime. Quem nos tem desgovernado, e não me refiro apenas a Portugal.

Qual a pior profissão do mundo?

Eu já tive várias. Todas as profissões que são mal pagas e que não dão condições minimamente dignas aos seres humanos – desde que começámos esta conversa já morreram milhares de crianças no mundo, e essa realidade é terrível.

Como gostaria de ser lembrado?

Como alguém que cumpriu bem o seu papel e que luta para mudar a situação em que estamos e não desistiu.

Se fosse um animal que animal seria?

Irracional, porque animais somos nós. Se calhar um gato, que são ternos e próximos.


Esta série de perguntas rápidas faz parte da entrevista ao cabeça de lista do MAS às Eleições Europeias, disponível aqui. Vasco Santos não foi o único, leia todas as conversas com os candidatos no especial Europa 2019 do SAPO24.

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