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Guterres condena violência no Senegal e pede contenção a todas as partes

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O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou hoje a violência no Senegal e apelou à contenção de todas as partes, após os protestos contra a condenação do líder da oposição, Ousmane Sonko, terem feito nove mortos.

Segundo o vice-porta-voz de Guterres, o líder das Nações Unidas acompanha de perto a situação no país africano e apresentou as suas condolências às famílias dos que perderam a vida.
Guterres “condena veementemente o uso da violência, pede calma e pede a todos os atores que exerçam moderação”, disse o porta-voz Farhan Haq.

Pelo menos nove pessoas morreram na quinta-feira em violentos protestos desencadeados após Sonko ter sido condenado a dois anos de prisão por aliciamento de menores, o que o impediria de concorrer às eleições presidenciais de 2024.

Hoje, a organização não-governamental (ONG) Amnistia Internacional condenou a violência, mas foi mais firme ao atribuí-la sobretudo à polícia senegalesa.

A ONG apelou a “investigações credíveis e independentes sobre as mortes ocorridas durante as manifestações”.

Sonko foi levado a julgamento em 23 de maio depois de ter sido acusado no início de 2021 por um jovem massagista, Adji Sarr, de “violações repetidas” e “ameaças de morte”.

O líder da oposição e a sua comitiva denunciaram a “instrumentalização” da justiça por parte de Macky Sall – Presidente do país desde 2012 e reeleito em 2019 – para impedir Sonko de concorrer às eleições presidenciais marcadas para fevereiro de 2024.

Conhecido pelo seu discurso “antissistema”, o líder da oposição critica a má governação, a corrupção e o neocolonialismo francês e tem muitos seguidores entre a juventude senegalesa.

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