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Desde 2003, foram registados quase mil casos humanos de H5N1 em vários países, com uma taxa de letalidade próxima dos 50%. O vírus continua amplamente disseminado em aves, tendo provocado surtos significativos em explorações agrícolas e em animais selvagens, com infeções ocasionais em humanos, sobretudo trabalhadores do setor.
Um novo estudo científico baseado em modelos de simulação conclui que o tempo de resposta é decisivo num eventual surto humano. Os investigadores indicam que, se medidas de isolamento e quarentena forem aplicadas quando existem apenas dois casos, a propagação pode ser travada. Acima de uma dezena de infeções, o controlo torna-se extremamente difícil.
A investigação aponta que a transmissão começaria de forma discreta, a partir de uma ave infetada para um humano, mas o verdadeiro perigo surge com a transmissão sustentada entre pessoas. Medidas como o abate de aves só são eficazes antes desse salto, enquanto a vacinação dirigida pode ajudar a reduzir o impacto, sem eliminar totalmente o risco.
Os especialistas sublinham que, caso o H5N1 se estabeleça na população humana, o impacto poderá ser significativo, embora existam antivirais e vacinas que podem mitigar os efeitos. A vigilância apertada e a capacidade de agir rapidamente são apontadas como essenciais para evitar uma nova pandemia.
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