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Greta Thunberg detida em protesto de apoio a grevistas de fome da Ação Palestina

A ativista climática sueca Greta Thunberg foi detida esta terça-feira, em Londres, durante uma manifestação de apoio a membros da organização Ação Palestina (Palestine Action) que se encontram em greve da fome na prisão.

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Segundo a City of London Police, uma mulher de 22 anos foi detida por “exibir um cartaz em apoio a uma organização proibida, a Ação Palestina (Palestine Action), em violação da Secção 13 da Lei do Terrorismo de 2000”.

Num vídeo divulgado pelo grupo Prisoners for Palestine, Thunberg surge à porta dos escritórios da seguradora Aspen Insurance, no centro da capital britânica, a segurar um cartaz com a mensagem: “I support the Palestine Action prisoners. I oppose genocide” (“Apoio os prisioneiros da Ação Palestina. Oponho-me ao genocídio”, em tradução livre).

O grupo afirmou ter escolhido a empresa como alvo do protesto por prestar serviços à empresa de defesa Elbit Systems, ligada a Israel. Durante a ação, dois ativistas pintaram a fachada do edifício com tinta vermelha antes da chegada da polícia, que procedeu a várias detenções.

Greta Thunberg participava na manifestação para apoiar vários membros da Ação Palestina que se encontram em prisão preventiva e que estão em greve da fome desde 2 de novembro. Pelo menos três dos grevistas já interromperam o protesto devido à deterioração do seu estado de saúde, enquanto outros continuam.

Os grevistas exigem o fim da presença, no Reino Unido, de fábricas de armamento que forneçam armas a Israel, a retirada da Ação Palestina da lista de organizações proibidas, o fim de alegados maus-tratos a reclusos e a concessão imediata de liberdade sob fiança. Alguns políticos visitaram os presos e alertaram o governo para o risco de morte iminente de alguns grevistas.

Apesar disso, o governo britânico garantiu que não irá intervir. O ministro das prisões, Lord Timpson, afirmou, citado pela Sky News que: “Estes prisioneiros estão acusados de crimes graves, incluindo roubo agravado e danos criminais”, acrescentando que “as decisões sobre prisão preventiva cabem a juízes independentes” e que qualquer intervenção ministerial seria “inteiramente inconstitucional e inapropriada”.

Num comunicado, a polícia explicou: “Por volta das 7h00 desta manhã, martelos e tinta vermelha foram usados para danificar um edifício na Fenchurch Street”. Acrescentou ainda que, “um pouco mais tarde, uma mulher de 22 anos também compareceu no local” e foi detida por apoiar uma organização proibida.

A organização Defend Our Juries reagiu à detenção de Thunberg, afirmando: “Greta Thunberg segurava um cartaz onde se lia: ‘I support the Palestine Action prisoners. I oppose genocide’”. O grupo questionou a legalidade da detenção e declarou que, caso o Estado esteja a classificar como terrorismo a expressão de solidariedade com prisioneiros, trata-se de “mais um dia negro para o governo de Keir Starmer, que apoia o genocídio”.

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