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Graça Fonseca admite candidatar-se “um dia” à Câmara de Lisboa

Este artigo tem mais de 7 anos

Em entrevista ao Público, a ministra da Cultura falou da atual situação política, das polémicas em que esteve envolvida e também do tema que tem dominado a agenda dos últimos dias sobre as nomeações de familiares para gabinetes ministeriais.

“Se me pergunta se foram seis anos felizes, foram bastante felizes, como também tem sido aquilo que tenho feito. Quem sabe, o trabalho autárquico é algo que eu gostarei um dia de voltar a fazer, como presidente de câmara ou com outra função qualquer”. Foi a resposta de Graça Fonseca em entrevista ao Público quando questionada sobre se admite vir a candidatar-se a presidente da Câmara de Lisboa.

No horizonte mais imediato, porém, a ministra pretende continuar a ser ministra da Cultura, se António Costa assim o entender também. “Numa perspectiva de, se o PS ganhar eleições, se o primeiro-ministro continuar a ter a confiança que teve para me convidar e novamente me convidar, continuar a fazer o trabalho que tenho estado a fazer”, afirmou.

Graça Fonseca afirma ser favorável “desde o início” ao modelo da “geringonça” e não se escusou a falar do tema quente do momento, a presença de pessoas com laços familiares nos gabinetes ministeriais. À pergunta dos jornalistas do Público sobre se tinha situações similares na sua equipa, a ministra respondeu: “Vou dar-lhe o exemplo da minha chefe de gabinete, que já foi notícia por ter uma relação familiar com um deputado do PS [Marcos Perestrelo]. Conheço-a há 20 anos, foi minha chefe de gabinete na Câmara, trabalhei com ela [antes] quer no Ministério da Justiça quer no da Administração Interna. As pessoas recrutam outras em função de dois factores, competência e confiança. Um chefe de gabinete é alguém com quem temos de ter uma relação de confiança. Se perguntar ao contrário, se pelo facto de ela ter uma relação com um deputado do PS eu não a posso convidar quando acho que é a pessoa mais indicada, isso faz algum sentido? Na minha cabeça, não faz”.

Questionada sobre as polémicas no seu início de mandato na pasta da Cultura [sobre as touradas e o comentário sobre não ler jornais durante os dias em que esteve na Feira do Livro de Guadalajara], Graça Fonseca considera que o facto de ter assumido a sua orientação sexual provocou algumas das reações de foi alvo: p”ercebe-se que é uma reacção para tentar, de alguma maneira, descredibilizar-me”.

 

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