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Governo moldavo espera parecer de Bruxelas no outono para avançar na adesão à UE

Este artigo tem mais de 2 anos

A Moldova espera ter, no próximo outono, um parecer da Comissão Europeia para iniciar as discussões formais relativamente à adesão à União Europeia (UE), salientando que a integração europeia é “um objetivo primordial” há mais de 20 anos.

“Ainda temos um longo caminho a percorrer em muitos setores, mas conseguimos, no último ano, alcançar progressos significativos” e, por isso, “a nossa meta e o nosso objetivo é que, no outono deste ano, estejamos em condições de receber uma recomendação para iniciar as conversações de adesão, graças às reformas que implementámos, principalmente no domínio da Justiça”, afirmou o vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros e da Integração Europeia da Moldova, Nicu Popescu.

Num encontro com jornalistas europeus (incluindo a agência Lusa) na capital moldava, em Chisinau, o responsável garantiu que o país está “comprometido com as reformas desde há muito tempo”, o que a UE “considera que é um excelente começo”.

Após ter obtido o estatuto de país candidato à UE em junho de 2022, a Moldova recebeu “recomendações da Comissão Europeia sobre o tipo de prioridades para avançar para a abertura das conversações de adesão e a maioria dessas recomendações diz respeito à reforma do setor da Justiça”, como a luta contra a corrupção e a reforma do sistema judiciário, apontou o governante.

“Estamos a fazer o necessário para implementar as recomendações”, mas há já “algumas mudanças muito visíveis”, bem como “progressos claros no sentido de um setor da justiça mais justo e mais funcional”, assegurou Nicu Popescu, neste encontro com a Lusa e outros media europeus.

E sublinhou: “A adesão à UE tem sido um objetivo primordial da nossa sociedade há mais de duas décadas”.

A Moldova acolhe hoje a segunda cimeira da Comunidade Política Europeia, a plataforma de cooperação para a segurança e estabilidade da Europa, com líderes da UE e de outros países, agora focada na paz e energia.

Falando na véspera do encontro, Nicu Popescu classificou este como “um evento realmente muito importante”, no qual a Moldova terá uma “oportunidade única” para “explicar ao mundo o que tem feito em termos de democracia, consolidação, reformas e no caminho para a adesão à UE, mas também para manter a paz, a calma e a estabilidade no território”, dada a guerra na Ucrânia, causada pela invasão russa, mesmo na vizinhança.

“Temos de ser capazes de mostrar, provar e explicar os progressos da Moldova no sentido de implementar as normas corretas e de tornar o país apto para aderir à UE”, adiantou o governante, apontando melhorias em termos de liberdade de imprensa, igualdade de género e independência do sistema judiciário.

A segunda cimeira da Comunidade Política Europeia juntará dirigentes de todo o continente europeu no Castelo Mimi em Bulboaca, a 35 quilómetros da capital da Moldova, Chisinau, e a cerca de 20 quilómetros da fronteira com a Ucrânia.

O objetivo do encontro é passar uma mensagem de cooperação europeia, principalmente para Moscovo, dado o evento ser organizado às portas da Rússia, com discussões focadas na paz e na segurança nomeadamente pela guerra em curso na Ucrânia, nas interconexões na Europa e na resiliência energética face a fornecedores como os russos, sendo que grande parte da cimeira é dedicada a debates bilaterais e trilaterais.

Portugal está representado na ocasião pelo chefe de Governo, António Costa.

Neste que é o maior evento político organizado pelo país, a Moldova acolhe a primeira cimeira da Comunidade Política Europeia organizada por um país não pertencente à UE.

O primeiro encontro da Comunidade Política Europeia, iniciativa que surgiu de uma ideia lançada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, aconteceu em outubro de 2022 em Praga, República Checa.

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