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Governo manifesta “profundas condolências” pela morte de três soldados franceses no Mali

Este artigo tem mais de 5 anos

O Governo português manifestou hoje “profundas condolências” pela morte na segunda-feira de três soldados franceses no Mali, atingidos por um engenho explosivo, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, expressando “total solidariedade ao governo” francês.

“O Governo português manifesta total solidariedade ao Governo da França, em reconhecimento do papel essencial do seu contributo para a estabilização do Mali e da região do Sahel”, afirmou a nota do gabinete de Augusto Santos Silva.

O texto do Ministério dos Negócios Estrangeiros acrescentou que “o Governo português condena veementemente qualquer ato terrorista e reitera o seu apoio aos esforços internacionais de combate ao terrorismo”.

Três soldados franceses morreram na segunda-feira no Mali durante uma operação, quando o veículo blindado onde seguiam foi atingido por um engenho explosivo, no centro do país, anunciou o Eliseu.

A memória de um chefe de brigada e de dois soldados do primeiro regimento de caçadores de Thierville-sur-Meuse, da região de Lorena, um corpo de infantaria treinado para intervenção rápida, foi saudada pelo chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, que transmitiu as suas condolências e solidariedade às famílias e camaradas das três vítimas mortais.

França tem destacados mais de 4.000 militares em cinco países do Sahel – Mali, Mauritânia, Chade e Burkina Faso –, com o objetivo de apoiar os exércitos locais e impedir o estabelecimento de ‘jihadistas’ na região.

A operação, apelidada Barkhane, teve início em 2014, em substituição da Serval, lançada no ano anterior. No total das duas operações, 47 soldados franceses morreram.

A instabilidade que afeta o Mali começou com o golpe de Estado em 2012, quando vários grupos rebeldes e organizações fundamentalistas islâmicas tomaram o poder do norte do país durante 10 meses.

Os extremistas islâmicos foram expulsos em 2013, graças a uma intervenção militar internacional liderada pela França, mas extensas áreas do país, sobretudo no norte e no centro, escapam ao controlo estatal e são, na prática, geridas por grupos rebeldes armados.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 4.000 pessoas foram mortas em ataques terroristas em 2019 no Mali, Burkina Faso e Níger, tendo o número de pessoas deslocadas aumentado 10 vezes, para perto de um milhão.

Independente desde 1960, o Mali viveu em 18 de agosto último o quarto golpe militar na sua história. Episódios semelhantes ocorreram em 1968, 1991 e em 2012.

Portugal tem no Mali 74 militares integrados em missões da ONU e da União Europeia.

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