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Governo e confederações empresariais avaliam custos das novas regras da proteção de dados

Este artigo tem mais de 7 anos

O Governo e as confederações empresariais estão a fazer um levantamento dos encargos para as empresas da aplicação em Portugal das novas regras europeias da proteção de dados, em vigor desde 25 de maio, anunciou hoje fonte do Governo.

“Estamos neste momento a fazer com as confederações patronais uma avaliação dos encargos da aplicação do regulamento [Geral da Proteção de Dados – RGPD, em vigor em toda a União Europeia desde maio]”, disse o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Tiago Antunes, na abertura da conferência ‘Internet e Dados Pessoais: Que futuro?’ organizada pela Lusa.

Tiago Antunes, à margem da conferência, explicou que o Governo, antes de aprovar qualquer decreto-lei, mede os seus impactos e avalia de forma quantificada os encargos que o diploma gera ou permite poupar.

“Mas neste caso não o fizemos porque se trata de um regulamento europeu, não de uma legislação nacional. Mas como a sensação que temos é que, de facto, este regulamento tem grandes impactos para a vida das pessoas, para a vida das empresas, decidimos fazer uma avaliação à posteriori”, justificou.

O objetivo desta avaliação, acrescentou, é medir o “impacto efetivo” das novas regras europeias, nomeadamente a contratação de encarregados de proteção de dados e de consultores ou a necessidade de proceder a levantamento de dados dentro das empresas, exigências cuja avaliação de encargos está a ser feita pela unidade da Presidência do Conselho de Ministros juntamente com as associações empresariais.

Mas a entidade responsável por garantir a proteção destes dados em Portugal, a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), defende que aquela avaliação de encargos deve também incidir sobre os benefícios, e não só sobre os custos, das novas regras europeias da proteção de dados.

“Seria importante, seguramente, ao avaliar o impacto financeiro que a aplicação do regulamento vai ter nas empresas, avaliar o cumprimento da lei anterior [lei nacional de proteção de dados pessoais, de 1998] por essas mesmas empresas, e avaliar não só impacto financeiro mas também o benefício que as empresas vão ter por aplicarem o regulamento”, defendeu no encontro a consultora da CNPD Clara Guerra.

Segundo esta responsável, só assim se consegue fazer um “estudo honesto” e ter acesso a informação sobre a “globalidade da questão, e não apenas sobre um aspeto” da aplicação do RGPD “que depois se percebe que se já quer um resultado dirigido”.

Clara Guerra defendeu ainda que a aplicação do RGPD, a partir de 25 do mês passado, é “uma nova oportunidade que as empresas têm, num mercado único digital, para se afirmarem e serem concorrentes”.

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