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Governo considera que nova liderança vai encostar CDS “mais à direita”

Este artigo tem mais de 6 anos

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares considerou hoje que o CDS, com o novo líder, está “mais encostado ainda à direita” do que antes e fica na expectativa quanto a uma “oposição forte”.

Duarte Cordeiro representou o Governo no encerramento do 28.º congresso nacional do CDS, em Aveiro, que ditou a eleição de Francisco Rodrigues dos Santos para presidente do partido, sucedendo a Assunção Cristas, e afirmou não ter detetado “ideias novas” no discurso do novo líder.

“Não me parece que tenha trazido ideias novas. Parece-me um partido mais encostado ainda à direita do que estava. Quanto a propostas, temos que esperar”, afirmou aos jornalistas, escassos minutos após o discurso de Rodrigues dos Santos, que prometeu “combater as esquerdas e o socialismo vigentes em Portugal”.

Dos centristas, admitiu, o Governo espera que seja oposição e menos apoiante “no caminho” que tem feito nos últimos anos: “O CDS vai-se encostar mais à direita e são caminhos opostos”, mas “em democracia é importante ter oposição”.

“Em democracia é importante ter oposições fortes” e o próprio Francisco Rodrigues do Santos disse que “tem faltado uma oposição forte”, afirmou Duarte Cordeiro, em resposta a várias perguntas dos jornalistas.

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