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André, irmão do rei Caelos III, ocupa atualmente o oitavo lugar na linha de sucessão, apesar de ter perdido os seus títulos, incluindo o de “príncipe”, em outubro passado, na sequência da polémica em torno da sua ligação ao financeiro pedófilo Jeffrey Epstein.
Na quinta-feira à noite, Andrew foi libertado sob investigação, 11 horas depois de ter sido detido por suspeitas de má conduta em funções públicas. O próprio tem negado repetidamente qualquer irregularidade.
Pollard confirmou que o Governo tem estado a trabalhar “em absoluto” com o Palácio de Buckingham para impedir que o antigo príncipe possa ficar “a um batimento cardíaco do trono”. Acrescentou que espera apoio transversal dos partidos, mas defendeu que a decisão final deve aguardar a conclusão da investigação policial.
Entretanto, a polícia continuou as buscas na Royal Lodge, residência de Andrew em Windsor. A Thames Valley Police deverá manter as diligências até segunda-feira.
A proposta surge depois de vários deputados, incluindo dos Liberal Democratas e do SNP, manifestarem apoio à medida. Alguns parlamentares trabalhistas mais críticos da monarquia mostraram-se menos convencidos da necessidade da alteração, considerando improvável que Andrew viesse alguma vez a ascender ao trono. Ainda em outubro, Downing Street tinha afirmado não ter planos para alterar a linha de sucessão.
O historiador David Olusoga afirmou à BBC que existe agora “um desejo desesperado” no Governo e no palácio de criar uma “barreira” entre esta crise e a instituição monárquica.
A alteração exigiria um ato do Parlamento britânico, aprovado por deputados e membros da Câmara dos Lordes, e necessitaria de sanção real. Além disso, teria de ser apoiada pelos 14 países da Commonwealth onde Carlos III é chefe de Estado, como o Canadá, a Australia, a Jamaica e a New Zealand.
A última alteração à linha de sucessão ocorreu em 2013, com a aprovação da Succession to the Crown Act 2013, que restaurou direitos sucessórios a pessoas anteriormente excluídas por terem casado com católicos. A última remoção por ato do Parlamento aconteceu em 1936, quando Edward VIII e os seus descendentes foram afastados após a abdicação.
O líder dos Liberal Democratas, Ed Davey, afirmou que a polícia deve trabalhar “sem medo nem favor”, mas reconheceu que o Parlamento poderá ter de considerar a questão no momento oportuno. O líder do SNP em Westminster, Stephen Flynn, também declarou apoio à medida, se necessária.
A deputada trabalhista Rachael Maskell disse apoiar legislação para remover Andrew da linha de sucessão e do cargo de conselheiro de Estado — função que permite substituir o monarca em caso de doença ou ausência. Segundo a Biblioteca da Câmara dos Comuns, a sua exclusão da linha de sucessão implicaria igualmente a perda desse papel.
Andrew afastou-se das funções públicas em 2019, após críticas a uma entrevista à Newsnight sobre a sua relação com Epstein.
Já a líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, defendeu que todos os responsáveis públicos devem dar espaço para que a investigação policial decorra.
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