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Golpes de calor são reais e podem matar, como evitá-los

As ondas de calor representam um risco sério para a saúde, sobretudo para idosos, crianças e pessoas com doenças crónicas. Em 2022, o calor extremo esteve associado a mais de 60 mil mortes na Europa e 2025 poderá trazer novos recordes.

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O corpo perde líquidos e sais minerais através da transpiração, o que pode causar desidratação, cãibras e colapsos circulatórios. Por isso, é essencial beber água com frequência — cerca de dois litros por dia — preferindo águas ricas em potássio e magnésio e evitando álcool, café e bebidas demasiado geladas, que dificultam a digestão e podem agravar a desidratação, segundo o jornal italiano Corriere della Sera.

Para ajudar o corpo a arrefecer, recomenda-se o uso de roupas leves e largas, evitar o sol entre as 11h e as 18h, permanecer em locais frescos ou com ar condicionado (idealmente a 27º) e utilizar ventiladores apenas com temperaturas inferiores a 40º.

É ainda importante evitar esforços físicos intensos, levantar-se devagar para prevenir tonturas e parar imediatamente perante sinais de exaustão térmica, como fraqueza, náusea, dor de cabeça, taquicardia ou desorientação. Alguns medicamentos, como os diuréticos, aumentam os riscos de desidratação e exigem vigilância redobrada.

A humidade elevada agrava a sensação de calor e deve ser acompanhada através das previsões meteorológicas e dos boletins oficiais.

Por fim, é fundamental verificar regularmente as condições das pessoas mais vulneráveis, em especial idosos que vivem sozinhos, já que um único golpe de calor pode ter consequências fatais.

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