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Galamba: Ninguém quer ditaduras contra a Constituição

Este artigo tem mais de 9 anos

O porta-voz do PS, João Galamba, sublinhou esta quinta-feira que o partido luta pelo “respeito da Constituição” e admitiu que ninguém quer uma “ditadura da maioria” no parlamento mas também ninguém deseja uma “ditadura da minoria” contra a Lei Fundamental.

“Uma democracia tem regras, e o respeito pelas regras é parte integrante dos deveres quer das maiorias quer das minorias. Ninguém deseja uma ditadura da maioria, mas também ninguém deseja uma ditadura, ao arrepio da Constituição, da minoria”, sustentou o deputado socialista, em declarações aos jornalistas no parlamento.

Galamba havia sido questionado sobre declarações do líder parlamentar do PSD, que em entrevista hoje revelada pelo Público e Rádio Renascença acusou a maioria parlamentar de esquerda de estar a bloquear a oposição, considerando que “o que está a acontecer no parlamento é um escândalo democrático, com a anuência do primeiro-ministro e com a anuência dos seus acólitos, Jerónimo de Sousa e Catarina Martins, que criaram uma nova realidade dos ‘donos disto tudo’”.

“O PS, como sempre fez, lutará pelo cumprimento da lei, pelo respeito da Constituição”, sustentou o dirigente e deputado do PS João Galamba.

Em causa, do lado social-democrata, está por exemplo a tentativa de acesso às comunicações – nomeadamente SMS – trocadas entre o ministro das Finanças, Mário Centeno, e o antigo presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), António Domingues, para a entrada do gestor no banco público, tentativa essa bloqueada por PS, BE e PCP na comissão parlamentar de inquérito.

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