O inquérito criminal no DIAP de Lisboa ter-se-á iniciado em 2016 com várias denúncias anónimas relacionadas com a contratação da empresa Ambigold, que tem como sócio-gerente Carlos Eduardo Reis, atual deputado do PSD. Com a ajuda de Sérgio de Azevedo (ex-deputado do PSD), a Ambigold terá conseguido contratos públicos para a limpeza e conservação de jardins públicos de três juntas de freguesia lideradas pelo PSD (Areeiro, Estrela e Santo António). No total, estarão em causa contratos superiores a 1 milhão de euros.

No âmbito da adjudicação de tais contratos, o DIAP de Lisboa e a PJ suspeitam de alegada corrupção ativa de Carlos Eduardo Reis e alegada corrupção passiva dos líderes autárquicos, Fernando Braamcamp (Areeiro), Luís Newton (Estrela) e Vasco Morgado (Santo António). Foi noticiado pela revista Sábado e pelo semanário Sol que também estavam em causa o alegado financiamento partidário do PSD, sendo certo que as primeiras buscas judiciárias de grande dimensão foram realizadas em 2018 e também foram motivadas por vários indícios reforçados de alegado financiamento partidário proibido.