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“Faço-o por mim. Faço-o porque estou doente”. O que se sabe sobre Robin Westman, a atiradora de Minneapolis?

Dois alunos mortos e 17 pessoas feridas marcam o mais recente ataque a uma escola nos Estados Unidos. O FBI confirma identidade da atiradora, Robin Westman, e considera o crime como terrorismo doméstico e ataque de ódio.

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Um novo massacre escolar abalou os Estados Unidos esta semana, desta vez em Minneapolis. O ataque, que teve como alvo a Annunciation Catholic School, provocou a morte de duas crianças e deixou outras 17 pessoas feridas. O caso está a ser investigado como um crime de ódio contra católicos e um ato de terrorismo doméstico.

A responsável pelo ataque foi identificada como Robin Westman, de 23 anos, que acabou por se suicidar. Westman aproximou-se da escola na manhã de quarta-feira, por volta das 8h30, quando os alunos participavam na missa diária na igreja anexa ao colégio.

Contudo, a identidade de Westman levanta questões adicionais. O FBI revelou que nasceu como Robert Westman em 2002 e que, em 2020, um tribunal aprovou o pedido de mudança de nome para Robin. Documentos oficiais, como a carta de condução, descrevem-na como mulher, embora as autoridades tenham optado por referir-se ao suspeito no masculino, com base nas informações disponíveis.

Com um arsenal composto por uma espingarda de assalto, uma caçadeira e uma pistola de nove milímetros, Westman disparou contra as janelas da igreja, espalhando o pânico entre as quase 400 crianças que frequentam o estabelecimento de ensino fundado em 1923.

De acordo com o chefe da polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, todas as armas utilizadas foram adquiridas legalmente. O responsável sublinhou a crueldade do ataque: “É pura cobardia disparar contra uma igreja cheia de crianças. É simplesmente incompreensível”. O’Hara acrescentou ainda que Westman não tinha um registo criminal relevante e que, segundo as primeiras investigações, não teve qualquer ajuda.

A imprensa norte-americana noticiou que Westman terá estudado na mesma escola onde perpetrou o ataque, concluindo aí o ensino básico em 2017. O detalhe adensou ainda mais a perplexidade em torno das motivações para o ataque.

Vídeos antes do ataque e mensagens de ódio

As autoridades encontraram provas nos vídeos que Westman publicou no YouTube pouco antes do ataque e que foram entretanto removidos. Neles, exibia as armas usadas no massacre, algumas delas decoradas com inscrições de ódio.

Entre as mensagens gravadas nas espingardas podiam ler-se palavras de incitamento à violência, ameaças contra Donald Trump, frases anti-semitas, supremacistas e hostis contra católicos. Uma das inscrições questionava “Onde está o vosso Deus?”, enquanto outra dizia “Pelas crianças”.

https://twitter.com/sentdefender/status/1960752267369332968

Num vídeo de 11 minutos, Westman folheava ainda cadernos preenchidos com rabiscos e frases desconexas, sinais de um estado mental perturbado. Declarava sofrer de depressão, raiva e até de cancro do pulmão devido ao uso excessivo de cigarros electrónicos. Confessava, além disso, ter vindo a planear o ataque há cinco anos.

Numa espécie de manifesto, Westman escreveu que “era melhor morrer de pé do que ajoelhada perante todas as injustiças” sofridas ao longo da vida.

“Em relação à minha motivação, não consigo identificar um propósito específico. Definitivamente não será por racismo ou supremacia branca. Não o faço para espalhar uma mensagem. Faço-o por mim. Faço-o porque estou doente”, afirmou.

https://twitter.com/EvanAKilgore/status/1960746045954212312

Havia também referências a uma “uma profunda admiração” por outros atiradores, incluindo Adam Lanza, responsável por matar 20 crianças em Sandy Hook, e Robert Bowers, que atacou uma sinagoga em Pittsburgh. Um dos carregadores de armas tinha mesmo escrito o nome de seis autores de massacres.

Um dos cadernos que se conseguiam ver nos vídeos mostrava o desenho do interior de uma igreja, que parece ser a mesma onde estavam as crianças na manhã de ontem, quando decorreu o ataque.

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