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Facebook estima que Cambridge Analytica tenha tido acesso aos dados de 87 milhões de utilizadores

Este artigo tem mais de 8 anos

Numa revisão dos números, os responsáveis pela rede social Facebook dizem agora que, afinal, a Cambridge Analytica pode ter tido acesso aos dados de 87 milhões de utilizadores. São mais 37 milhões que os anunciados inicialmente.

Numa publicação hoje divulgada pelo diretor de tecnologia da rede social, o número de contas cujos dados foram partilhados com a Cambridge Analytica foi revisto em alta. Mike Schroepfer escreve que a empresa acredita que, no total, informações de até 87 milhões de pessoas, sobretudo nos Estados Unidos da América, podem ter sido partilhados com a consultora.

A atualização do número de contas afetadas foi feita no final de um longo texto a explicar as mudanças que a rede social está a preparar para “restringir o acesso aos dados do Facebook”.

Os números inicialmente denunciados por Christopher Wylie estimavam que os dados de cerca de 50 milhões de contas tinham sido partilhados com a empresa.

O Facebook já anunciou que pretende lançar medidas para dar mais privacidade aos utilizadores, afirmando que “percebeu claramente” que as ferramentas disponíveis “são difíceis” de encontrar e que “tem de fazer mais” para informar os utilizadores da rede social.

O Facebook tem estado no centro de uma vasta polémica internacional associada com a empresa Cambridge Analytica, acusada de ter recuperado dados de utilizadores da rede social para elaborar um programa informático destinado a influenciar o voto dos eleitores, nomeadamente nas últimas eleições presidenciais norte-americanas, que ditaram a nomeação de Donald Trump para a Casa Branca, e no referendo sobre o ‘Brexit’ (processo de saída do Reino Unido da União Europeia).

Esta revisão surge horas depois de o líder da rede social confirmar que vai depor no Congresso norte-americano no próximo dia 11 de abril.

Quando as informações sobre a Cambridge Analytica foram tornadas públicas, a rede social fundada por Mark Zuckerberg afirmou-se “escandalizada por ter sido enganada” pela utilização feita com os dados dos seus utilizadores e disse que “compreende a gravidade do problema”.

Nessa altura, Zuckerberg mostrou-se disponível para depor perante o Congresso norte-americano, tendo a empresa afastado a possibilidade de o CEO ser ouvido no parlamento britânico.

Numa missiva enviada ao presidente da comissão parlamentar, Damian Collins, a responsável pelo departamento de Relações Públicas do Facebook, Rebecca Stimson, informou que quem iria responder às perguntas dos deputados seria um dos adjuntos de Zuckerberg.

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