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Exército usa mapas e dados para antecipar riscos de cheias e proteger populações

O Exército Português ativou uma célula geoespacial para monitorizar o nível das águas e apoiar operações de prevenção e socorro, disponibilizando os mapas e dados no site oficial, onde autarquias, forças militares e outros agentes podem acompanhar a evolução da situação e a localização das equipas, reforçando a coordenação operacional.

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Segundo informação partilhada pelo Exército Português foi acionado o Centro de Informação Geoespacial (CIGeoE) para apoiar o planeamento, coordenação e execução das operações de resposta às cheias. O objetivo é antecipar riscos, orientar a intervenção no terreno e reforçar a segurança das populações.

Inicialmente, a célula utilizou mapas e produtos geoespaciais já desenvolvidos em exercícios anteriores da série FÉNIX e do Regimento de Apoio Militar de Emergência, concentrando-se nas bacias do Tejo e do Vouga. Com base nas previsões meteorológicas e no risco crescente a norte, o esforço foi alargado a outras bacias prioritárias: Guadiana, Mondego, Sado, Lis, Lena, Douro, Ave, Tâmega e Minho, garantindo uma cobertura nacional.

Esta informação permite simular a subida do nível das águas, produzir cartografia temática e planear a localização de equipas e meios de forma estratégica, antecipando a evolução do risco e ajustando a intervenção conforme as necessidades do terreno.

Os produtos geoespaciais estão agora disponíveis publicamente no site oficial do Exército, permitindo que autarquias, juntas de freguesia, unidades militares, Marinha, Força Aérea e outros agentes de proteção civil acompanhem a evolução da situação e a localização das equipas, reforçando a coordenação operacional.

Para assegurar a precisão dos dados, o Exército recorreu a imagens de radar da Força Aérea Portuguesa, fundamentais face a condições meteorológicas adversas que limitam a observação ótica. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) forneceu dados sobre caudais e níveis da água, permitindo estimar picos de cheia. Um exemplo é o rio Mondego, em Coimbra, onde foram previstos três picos de caudal e respetivas alturas da água.

O CIGeoE permite ainda balancear os esforços em evacuações, reforçar patrulhamentos em zonas de risco e aumentar a consciência situacional das equipas no terreno, promovendo uma intervenção mais coordenada entre todos os agentes envolvidos.

A informação geoespacial produzida é partilhada livremente, tornando a resposta às cheias mais eficiente e promovendo a coordenação entre diferentes entidades em todo o país.

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