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Ex-primeiro-ministro do Paquistão e a mulher condenados a sete anos de prisão

Este artigo tem mais de 2 anos

Um tribunal paquistanês condenou hoje o ex-primeiro-ministro Imran Khan e a sua mulher a sete anos de prisão pelo crime de fraude no casamento, disseram autoridades e um advogado de defesa.

A procuradoria paquistanesa afirmou que Khan e sua esposa, que casaram em 2018, teriam violado a lei que determina que uma mulher deve esperar pelo menos três meses antes de contrair matrimónio novamente.

Bushra Bibi, a mulher de Khan, já havia sido casada anteriormente. Este é o terceiro casamento do antigo primeiro-ministro paquistanês.

O advogado do casal, Intisar Panjutha, disse que o veredicto foi anunciado pelo juiz Qudrat Ullah um dia após o término do julgamento. Khan e a sua família insistem que o julgamento teve motivação política.

Esta foi a quarta condenação de Imran Khan desde 2022, quando foi deposto do poder, e as penas serão cumpridas em simultâneo.

Na quarta-feira, Khan e a mulher também foram condenados a 14 anos de prisão por corrupção.

Estas condenações acontecem antes das eleições parlamentares de 8 de fevereiro no Paquistão, nas quais Khan já havia sido impedido de concorrer devido às suas anteriores condenações por corrupção.

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