Trump, que toma posse na próxima sexta-feira, afirmou na campanha que o acordo com o Irão é “desastroso” e “o pior acordo alguma vez negociado”, prometendo que a sua “prioridade número um” será “desmantelá-lo”.

Desde que foi eleito, em novembro, Trump não avançou qualquer plano para o fazer, mas escolheu dois partidários de uma linha dura nas relações com o Irão para secretário da Defesa, James Mattis, e para diretor da CIA, Mike Pompeo.

Pompeo escreveu imediatamente na rede social Twitter estar “ansioso para reverter este acordo desastroso”, mas Mattis, numa audição de confirmação no Senado, afirmou: “Quando a América dá a sua palavra, temos de a respeitar e trabalhar com os nossos aliados”.

Vários analistas sublinham que uma anulação do acordo é improvável, desde logo porque foi apoiado pela Rússia de Vladimir Putin, com quem Trump quer melhorar as relações, numa resolução que foi favoravelmente votada pelos restantes membros do Conselho de Segurança da ONU.