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Escócia quer independência para melhorar relações com Inglaterra e aderir à UE

Este artigo tem mais de 3 anos

A primeira-ministra da Escócia e líder do Partido Nacional Escocês (SNP), Nicola Sturgeon, afirmou hoje que a independência pode melhorar as relações com o resto do Reino Unido e é “essencial” para regressar à União Europeia (UE).

“Alguns veem a independência como um virar de costas ao resto do Reino Unido. Não é isso – trata-se de reformular a nossa relação como uma de igual para igual”, argumentou a líder, no discurso de encerramento do congresso do SNP em Aberdeen, cidade portuária no nordeste da Escócia.

Segundo Sturgeon, “a independência é de facto a melhor forma de proteger a parceria em que o Reino Unido foi fundado – uma parceria voluntária de nações”, acusando o “unionismo agressivo” de pôr em causa a união.

“A recusa de Westminster de uma democracia escocesa. Ataques frontais totais à autonomia. Uma básica falta de respeito. É isto que está a causar tensão e a desgastar os laços entre nós”, queixou-se a líder escocesa.

Por outro lado, disse a representante, a independência é “essencial se queremos voltar à UE”.

No passado dia 28 de junho, a primeira-ministra da Escócia anunciou que pretendia realizar um referendo “consultivo” sobre a independência da região britânica a 19 de outubro de 2023, apesar da oposição do Governo britânico.

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