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Enviado da ONU para a reunificação do Chipre deixa cargo para ser candidato a eleições

Este artigo tem mais de 8 anos

O enviado das Nações Unidas para a reunificação do Chipre, o norueguês Espen Barth Eide, pediu para ser dispensado das suas funções para se poder candidatar às próximas eleições legislativas no seu país, anunciou a ONU na segunda-feira.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou a sua “sincera gratidão” pela contribuição de Eide para o diálogo entre o Presidente cipriota Nicos Anastasiades e o dirigente turco-cipriota Mustafa Akinci, para que chegassem a um acordo.

“Ao longo dos últimos 27 meses, com uma dedicação inabalável, envolvimento e criatividade, Eide ajudou os dois dirigentes a alcançar progressos sem precedentes para chegar a uma solução viável e sustentável para esta disputa com décadas, aproximando-os como nunca antes de uma visão de um Chipre unido”, indica um comunicado das Nações Unidas.

No início de julho, a ONU anunciou desenvolvimentos na Suíça, depois de negociações que envolveram também os “garantes” da segurança na ilha — Grécia, Turquia, Reino Unido — e a União Europeia. A República do Chipre, que não exerce a sua autoridade sobre a zona a sul onde vivem os cipriotas gregos, é membro da União Europeia desde 2004.

Uma “compreensão mútua emergiu de um pacote que pode levar a uma solução global” para a questão de Chipre, um território dividido há mais de 40 anos, disse na altura a ONU.

As negociações anteriores em janeiro, também na Suíça, foram malsucedidas, já que as partes não chegaram a um acordo sobre a segurança do futuro Estado.

O Chipre, com um milhão de habitantes, está dividido desde que o exército turco invadiu em 1974 a parte norte da ilha, em reação a um golpe de Estado que tinha como objetivo unir o país à Grécia, o que gerou preocupação na minoria cipriota turca.

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