Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt
“A técnica pode superar a infertilidade causada pela idade avançada ou por doenças, utilizando praticamente qualquer célula do corpo como ponto de partida para a vida. Pode até permitir que casais do mesmo sexo tenham um filho geneticamente relacionado”, lê-se num artigo da BBC.
O método, contudo, pode demorar uma década, de acordo com os especialistas. A técnica da equipa de investigação da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon extrai o núcleo, que alberga uma cópia de todo o código genético necessário para a construção do corpo, de uma célula da pele. Este é então colocado dentro de um óvulo da dadora que teve as suas instruções genéticas removidas.
Até agora, a técnica é semelhante à utilizada para criar a ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado do mundo, nascida em 1996.
O estudo, publicado na revista Nature Communications, mostrou que foram produzidos 82 óvulos funcionais. Estes foram fertilizados com espermatozoides e alguns progrediram para as fases iniciais do desenvolvimento embrionário. Nenhum se desenvolveu para além do estágio de seis dias.
“Conseguimos algo que se pensava ser impossível”, disse o professor Shoukhrat Mitalipov, diretor do centro de terapia genética e de células embrionárias da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon.
Existe também uma baixa taxa de sucesso (cerca de 9%) e os cromossomas perdem um processo importante em que reorganizam o seu ADN, chamado crossing over.
