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Em lágrimas, R. Kelly nega abusos sexuais em entrevista à CBS

Este artigo tem mais de 7 anos

O cantor foi libertado sob fiança, no passado dia 26 de fevereiro, depois de ser acusado de dez crimes de abuso sexual.

Na primeira entrevista televisiva desde que saiu em liberdade, depois de pagar uma fiança no valor de 100 mil dólares (cerca de 88 mil euros), o cantor norte-americano insistiu que não era culpado dos dez crimes de abuso sexual, físicos e emocionais, de que é acusado.

No programa “CBS This Morning”, em lágrimas, o cantor de R&B e hip-hop classificou as alegações como “estúpidas”, “não verdadeiras”, “injustas” e “absurdas”.

“Eu não fiz isso, não sou eu, estou a lutar pela minha vida”, afirmou, com a voz embargada à jornalista Gayle King.

Na entrevista, marcada por um registo tenso, o artista apelou ainda aos espectadores para analisarem o seu passado e enfatizou que já tinha sido absolvido num caso.

Robert Kelly, de 52 anos, negou sempre as acusações de abusos sexuais, mas o caso voltou a ser noticiado em janeiro depois de as autoridades terem investigado novas suspeitas de crime, na sequência de uma série documental exibida no canal televisivo Lifetime.

A procuradora Kim Foxx chegou a pedir publicamente que as alegadas vítimas denunciassem formalmente o músico para facilitar as investigações.

Músico premiado com três Grammy, R. Kelly começou a carreira na década de 1990 com o álbum a solo “12 Play” e escreveu temas para artistas como Lady Gaga, Celine Dion e Michael Jackson. “I believe I can fly” é um dos temas de sucesso do músico.

Aos 27 anos, R. Kelly terá casado com a então adolescente cantora Aaliyah, de 15 anos, mas ambos não confirmaram o casamento.

Em 2002 foi divulgado um vídeo em que o músico aparecia a ter relações sexuais com uma menor, tendo sido absolvido em 2008 num caso em que era também acusado de pornografia infantil.

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