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Eleições/EUA: É escolha entre “estabilidade” ou “virar costas ao mundo”, diz presidente da FLAD

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O presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) defendeu hoje que as eleições norte-americanas apresentam “uma escolha claríssima”, entre alguém que quer “voltar as costas ao mundo” e quem “reconhece o valor da estabilidade internacional”.

“A escolha de hoje é ainda mais decisiva que as anteriores por duas razões”, argumentou Vasco Rato, dizendo que “de um lado está um candidato que pretende voltar a costas ao mundo, uma rotura com a política externa norte-americana desde 1945, e do outro lado está alguém que reconhece o valor da estabilidade internacional, as normas e alianças e o ‘engagement’ de Washington na cena mundial”.

Na intervenção de abertura num evento organizado com a Embaixada dos Estados Unidos da América, em Lisboa, Vasco Rato vincou que “a escolha é, portanto, óbvia, e nesta diferença entre os dois candidatos reside toda a diferença”.

Num curto discurso onde nunca nomeou os dois principais candidatos – Hilaary Clinton e Donald Trump -, o presidente da FLAD defendeu que “os posicionamentos sobre a política externa oferecem-nos a nós, europeus, uma escolha claríssima” a favor da candidata democrata.

“Para quem valoriza a parceria transatlânetica, como é o meu caso e o da Fundação, um dos candidatos oferece garantias relativamente à NATO, numa altura em que pairam novas ameaças aventureiras na Europa central”, acrescentou.

Para Vasco Rato, que disse concordar com a tese de que todos os cidadãos, americanos ou não, deviam votar nas eleições dos EUA, “o futuro da relação comercial transatlântica depende da escolha de hoje; de um lado temos alguém contra o comércio livre e os acordos internacionais celebrados nos últimos anos, e de outro lado há esperança de que ainda se possa salvar o TTIP, que é um acordo ‘win-win’, ótimo para os dois lado”.

A eleição nos EUA, concluiu, irá também “influenciar a forma como entendemos a democracia contemporânea”, pelo efeito que terá nos movimentos populistas um pouco por todo o mundo: “Num momento em que os populismos conquistam espaço por todo o lado, sobretudo na Europa, alguém que visa reforçar esse tipo de populismo, é a escolha dos EUA diz respeito ao povo soberano, mas terá consequências gravíssimas para quem acredita na democracia liberal e no valor do pluralismo”.

As pessoas, concluiu, “precisam de aliados em quem possam confiar”.

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