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Dez perguntas a Álvaro Amaro (PSD)

Este artigo tem mais de 6 anos

Num mundo ideal, os cidadãos teriam de pagar em impostos um quarto do salário que recebem? Num mundo ideal, provavelmente nem um quarto. Se tivesse de escolher, e tem mesmo de optar, a União Europeia devia fazer uma aliança comercial com a China ou com os Estados Unidos? Bom, se a resposta não tivesse de…

Num mundo ideal, os cidadãos teriam de pagar em impostos um quarto do salário que recebem?

Num mundo ideal, provavelmente nem um quarto.

Se tivesse de escolher, e tem mesmo de optar, a União Europeia devia fazer uma aliança comercial com a China ou com os Estados Unidos?

Bom, se a resposta não tivesse de ser objetiva, diria que era o acordo comercial que mais interessasse na defesa dos interesses de Portugal. Creio que no quadro das nossas relações históricas, sem descurar a China, naturalmente com os Estados Unidos. Ou prioritariamente com os Estados Unidos.

Acredita que é possível travar as alterações climáticas na legislatura europeia que agora começa?

Se não for possível travá-las em definitivo, pelo menos, estancá-las.

Nos Censos de 2021 o INE devia ou não incluir uma pergunta sobre a origem étnica, as raízes, das pessoas?

Creio que não. Somos todos, independentemente da nossa etnia, parte da… Sou contra essa segregação.

A União Europeia deve ter um exército próprio?

Não. Isso é uma velha questão, desde a Europa a seis. Na minha opinião, não deve ter um exército único, mas sim um claro reforço da cooperação em termos da defesa da própria Europa.

Se não é o presidente que manda nisto tudo, e dizem-nos que não é, o que está a tornar tão difícil chegar a um consenso sobre quem serão os presidentes das diversas instituições da União Europeia?

Bom, penso que é preciso ter alguma tolerância, e eu tenho-a, sinceramente, atendendo a exemplos que vemos em vários países, que demoram tanto tempo a instituir o seu próprio governo, o que dizer de um governo de uma Europa a 28. De modo que acho que devemos ter tolerância e alguma compreensão para esse facto.

Qual foi a primeira coisa que fez quando chegou a Estrasburgo?

[Riso] Foi, com um amigo, ir matar a fome que trazia. Porque cheguei, vim pela fronteira alemã, e já cheguei a Estrasburgo por volta das onze da noite, de modo que foi mesmo a primeira coisa que fiz. E, naturalmente, no outro dia assistir à sessão inaugural do Parlamento Europeu, que foi uma grande honra para mim.   

Descreva a última vez que se irritou.

Ahhhh, não posso. Não posso, está em segredo de justiça. Interiormente… Não posso. Mas, de resto, tenho uma grande disponibilidade e uma grande facilidade para me irritar, para me zangar – tenho, porventura, um rosto fechado e, dizem todos quantos trabalharam comigo, essa facilidade de pôr na mesa as minhas convicções. Mas tanto me zango, como a seguir sou capaz de sorrir.

Tem alguma comida de conforto?

Em Portugal? Eu sou claramente um homem apreciador, mas muito conservador – não politicamente, como bom social-democrata. Reconheço isso, assumo isso, tenho esse defeito, não é por aí uma grande qualidade. Sou um grande apreciador da tradicional comida portuguesa: um bom cozido à portuguesa é, seguramente, o meu prato favorito.

Alguém merece ter cem milhões de euros?

Convenhamos que é uma quantia muito grande. Mas, se for fruto do seu trabalho, de uma forma organizada e séria, inovadora e com espírito de conquista dos mercados, pode merecer.


Afinal, da esquerda à direita, os deputados europeus não são tão diferentes como poderíamos pensar. A maioria acredita mesmo que não pagamos demasiados impostos, é contra um exército europeu, prefere os EUA à China, admite irritar-se com facilidade e é bom garfo. Ainda assim, há diferenças. Estas foram as respostas de Álvaro Amaro, mas o eurodeputado do PSD não foi o único a responder. Saiba mais aqui.

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