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Costa pede ao PS para evitar acomodação e diz que é preciso ir mais longe

Este artigo tem mais de 9 anos

O primeiro-ministro pediu hoje ao PS para evitar a acomodação ao fim de um ano de Governo, dizendo que é preciso ainda ir mais longe para “continuar a provar” que há alternativa à austeridade da direita.

Um recado que foi deixado por António Costa no debate quinzenal, na Assembleia da República, na parte final da sua resposta ao líder parlamentar do PS, Carlos César – palavras que levaram os deputados socialistas a aplaudirem- no de pé.

“O resultado deste ano [de Governo] não nos deve convidar a acomodação. Deve-nos motivar a ir mais além para provar que, ao contrário daquilo que a direita nos disse ao longo de quatro anos, há mesmo uma alternativa à política de austeridade e, mais, que essa mesma alternativa produz bons resultados: Temos menos défice, menos desemprego, mais crescimento, mais rendimento para as famílias, mais investimento para as empresas e mais confiança para a economia”, declarou.

Nesta sua intervenção, o primeiro-ministro colocou como meta um aumento do investimento público na ordem dos 22% no próximo ano e, em particular, estimou em 1,8 mil milhões de euros as verbas que estarão envolvidas na área da reabilitação urbana.

António Costa disse também que, durante o primeiro trimestre do próximo ano, entrará no parlamento uma proposta do Governo sobre justiça económica, diploma que considerou “fundamental” para acelerar os processos e reconversão ou de encerramento de empresas que se encontrem em situação de insolvência.

Com essa proposta de lei, o primeiro-ministro adiantou que se pretende “recuperar ativos, proteger o emprego” e, em última análise, “permitir a reestruturação dessas empresas”.

Em matéria de erradicação de pobreza, António Costa afirmou que o seu Governo irá prosseguir com uma política de recuperação de rendimentos e de aumento de apoios sociais, a par de medidas de simplificação para a modernização do Estado e de combate à precariedade laboral.

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